Canaa Dental Day Clinic

FAQ

Pirâmide Odontológica: a dinâmica da prevenção

1- O que posso fazer para ter uma boa saúde bucal?
Hábitos alimentares adequados, frequência e qualidade de higienização, utilização de fatores de proteção específica e ausência de fatores de risco são necessários para se ter uma boa saúde bucal como vemos na pirâmide odontológica

2- Como a alimentação pode interferir nas doenças da boca?
A cárie é uma das doenças bucais mais observadas no mundo, que se desenvolve a partir de dentes susceptíveis, associados a um consumo muito alto de alimentos açucarados e também ao número de vezes por dia que se consome esse tipo de alimento. Portanto, doces balas, pirulitos, refrigerantes, bolachas recheadas, etc estão no topo da pirâmide, em fundo vermelho, pois devem ter o seu consumo restrito.

3- Por que a chupeta e a mamadeira estão tmabém na área vermelha?
Porque seu uso também deve ser restrito, principalmente em crianças maiores, pois podem ocasionar alterações em seus dentes como também no encaixe da mordida, pois os maxilares estão em desenvolvimento.

4- E o flúor não faz bem para os dentes?
A utilização do flúor deve ser feita por pacientes que tem um risco maior para a doença cárie. Por isso, deve ser prescrito pelo dentista após uma avaliação detalhada do paciente, pois o flúor é um medicamento e precisa ser indicado pelo profissional na área da odontologia, ou seja, o (a) cirurgião (ã) dentista.

5- O creme dental não pode ser utilizado todos à vontade?
Não, o creme dental deve ser evitado por crianças que não conseguem cuspir, evitando assim a ingestão desnecessária e se em alta concentração prejudicial a formação dos dentes permanentes das crianças menores de 6 anos. Para essas crianças existem cremes dentais indicados para várias faixas etárias disponíveis no mercado e sua indicação é feita pelo dentista. Portanto, o uso dos cremes dentais deve ser monitorado pelos pais, responsáveis.

6- Por que os alimentos estão divididos na pirâmide?
Esta é uma pirâmide nutricional adaptada, onde vemos os alimentos que devem ser ingeridos em maior quantidade, ou seja, a base da nossa alimentação, seguidos dos alimentos do segundo andar, em amarelo, que são as proteínas, leites e derivados, e, finalmente no pico da pirâmide estão os óleos, as frituras e os açucares, que devem ser consumidos em quantidade ainda menor, para que assim possamos ter uma alimentação saudável e, ao mesmo tempo, evitar doenças bucais.

7- Quais seriam as situações proibitivas?
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o fumo, a utilização de próteses fraturadas ou mal adaptadas, bem como seus dentes com sintomatologia dolorosa precisam ser evitados, pois podem ocasionar doenças da gengiva, câncer bucal entre outros problemas relacionados a esses fatores.

8- Temos que ter horário para tudo?
Sim, a questão do horário é muito importante, pois devemos acostumar as crianças dede pequenas a terem horário para as refeições e a higienização boca. Os hábitos regulares adquiridos serão incorporados pela família por toda a vida. É importante que os pais dêem o exemplo de uma vida saudável aos seus filhos, como bocas bem cuidadas e sorrisos naturais.

Odontopediatria
Clareamento Dental

1- Meus dentes podem ser clareados?
Sim. Qualquer pessoa pode ter seus dentes clareados, desde que eles estejam íntegros, sem muitas restaurações.

2- Como funciona o clareamento dental?
As moléculas dos géis oxidantes (liberadores de oxigênio) penetram na intimidade do esmalte e da dentina, liberando oxigênio que, por sua vez, “quebra” as moléculas de pigmento causadoras das manchas.

3- Como posso clarear meus dentes?
Os dentes podem ser clareados através de géis ou pastas oxidantes (liberadoras de oxigênio) de duas maneiras: 1- No consultório: o dentista isola o dente para proteger a gengiva e aplica um agente oxidante em alta concentração (“forte”). 2- Em casa (doméstico): o paciente, sob orientação do dentista, leva um gel oxidante em baixa concentração (“fraco”), para usar diariamente em casa. O clareador doméstico é seguro e eficaz.

4- Posso fazer sozinho ou tenho que ir ao dentista?
Não pode fazer sozinho e o acompanhamento pelo dentista durante todo o tratamento é indispensável. Desta forma consegue-se prevenir manchamento dos dentes e “queimaduras” nos tecidos que circundam os dentes.

5- Os produtos usados no clareamento são seguros à saúde geral?
Sim. Como outros produtos e medicamentos usados na Medicina e Odontologia, se usados corretamente conforme orientação profissional, não promovem nenhum prejuízo a saúde geral.

6- A mídia divulgou que o clareamento doméstico poderia potencializar o aparecimento do câncer. É verdade?
Essa informação não tem fundamento. Tanto a FDA (Food and Drug Administration) e a ADA (American Dental Assiciation) aprovam o uso de peróxidos nos géis clareadores desde que supervisionados por um dentista.

7- Eles provocam danos à gengiva?
Não, desde que o paciente faça o tratamento supervisionado e não use produtos vendidos no comércio. O dentista confecciona uma moldeira individualizada que cobrirá somente os a superfície dos dentes, evitando, assim, que o agente clareador tenha contato direto com a gengiva durante o clareamento em casa. Qualquer lesão e sensibilidade devem ser imediatamente comunicadas ao dentista.

8- O dente clareado fica enfraquecido?
Não. A estrutura dental não é afetada pelo clareamento com géis oxidantes.

9- O clareamento altera as restaurações já existentes?
Não. Mas o paciente precisa saber que talvez seja necessária a troca das mesmas, uma vez que as restaurações não sofrem ação dos agentes clareadores se mantendo na cor inicial e como os dentes ficam mais claros, as restaurações aparecerão escurecidas desarmonizando a estética do sorriso e por isso indica-se a troca dessas restaurações.

10- Posso fazer clareamento em qualquer idade?
Não. A partir dos 16 anos é aceitável, pois a partir dessa idade os tecidos do dente atingiram a maturação da cor.

11- Durante o clareamento, o que devo e não devo fazer?
Deve-se fazer: Seguir as instruções do dentista, retirar o dispositivo de clareamento um hora antes das refeições e reiniciar uma hora após as refeições, observar os dentes diariamente no espelho, monitorando o processo de clareamento e guardar a moldeira, para o caso de necessitar de fazer manutenção do clareamento.
Não deve-se fazer: fumar durante o tratamento, não tomar: café, chá, refrigerante a base de cola, vinho, bebidas coradas artificialmente, cenoura, beterraba, chocolate preto, escovar os dentes logo após retirar a moldeira e emprestar o produto para outras pessoas.

12- Quanto tempo dura o tratamento em casa?
Dura por volta de 7 a 14 dias, usando-se durante todas as noites. Pode haver variações a depender do grau de escurecimento e de quanto se deseja clarear.

13- O dente clareado escurece novamente?
Sim. Mas nunca escurecerá como era, anterior ao clareamento. Após 1 a 2 anos, pode haver a necessidade de uma manutenção.

14- Quais as contra-indicações do clareamento feito em casa?
Por precaução, deve-se evitar o tratamento em gestantes e lactantes. Devemos evitar o clareamento em pacientes que apresentam sensibilidade dentinária, podendo piorar a sintomatologia dolorosa durante o tratamento.

Estética
Implantes Dentários

1- O que são implantes dentários?
Implantes dentários osseointegráveis são parafusos confeccionados em ligas em que o titânio é o metal com maior concentração que podem ser colocados dentro dos ossos maxilares, funcionando como fixação para diferentes tipos de próteses dentárias: de um único dente, de vários dentes, ou até mesmo de todos os dentes. Os pacientes costumam confundir implantes com próteses fixas; na realidade, implantes servem para substituir as raízes dos dentes, em situações de perda ou impossibilidade de aproveitamento do restante da raiz.

2- Qualquer paciente pode receber implantes?
Praticamente todos os pacientes em bom estado geral de saúde (que não apresentam doenças de ordem médica não compensada) podem receber implantes dentários. Alguns fatores podem influenciar no sucesso do tratamento, como, por exemplo, o fumo e a diabetes não controlada, devendo ser avaliados previamente. O procedimento de implante oral é um ato cirúrgico e por isso, uma adequada avaliação é necessária para planejamento e indicação do tratamento.

3- Porque alguns paciente precisam de enxertos ósseos?
A necessidade de enxertos ósseos é freqüente. Eles podem ser feitos em uma cirurgia prévia ao implante dentário e, nesse caso, os implantes serão colocados após um período de regeneração e cicatrização óssea de 6 a 12 meses. Quando possível, o enxerto é realizado na mesma cirurgia de colocação de implantes.

4- É preciso realizar algum tratamento antes de colocar os implantes?
Em alguns casos sim. Deve-se eliminar qualquer processo infeccioso pré-existente na cavidade oral, ou seja, tratamento periodontal (gengiva) extração de dentes com foco de infecção bom como tratamentos endodônticos (canais) devem der realizados anteriormente ao implante dentário. Todos esses aspectos fazem parte de um planejamento inicial realizado pelo profissional, que deve ser discutido abertamente com o paciente, antes do início do tratamento.

5- Dói muito para colocar os implantes?
Não. Obviamente trata-se de um procedimento cirúrgico e um edema (inchaço) deve ser esperado, especialmente nos primeiros cinco dias pós-operatório. Cirurgias de enxertos ósseos costumam ser mais extensas e provocar maior desconforto pós-operatório. Entretanto, existem medicações específicas para o controle do desconforto pós-operatório como: antibióticos, antiinflamatórios e analgésicos potentes que deverá ser receitado conforme a necessidade.

6- Quanto tempo demora o tratamento?
Depende de cada caso. Após a colocação, os implantes permanecem em repouso por um período que varia de 2 a 6 meses, para que ocorra o fenômeno biológico da osseointegração ( união direta do titânio dão osso), após o qual os implantes são descobertos e uma prótese dentária é conectada ao implante por meio de uma parte secundária denominada “abutment” ou pilar. Em casos que envolvem enxerto ósseo, o tratamento fica inevitavelmente mais longo, Em alguns casos específicos, a prótese pode ser instalada já no dia da cirurgia de implantação.

7- Existe perigo de rejeição?
Sim, porém a taxa de sucesso dos implantes dentários é alta, havendo diversos estudos científicos comprovando sua eficácia, mesmo após muitos anos em função mastigatória. Existe uma possibilidade de perda do implante quando não ocorre a osseointegração em torno de 2 a 3% dos casos, normalmente logo após o período de cicatrização pós-implantação. Nesses casos o implante é removido facilmente, podendo um novo implante ser recolocado no local.

8- Como devo cuidar dos implantes após o tratamento finalizado? Pode existir complicações relacionadas aos implantes?
Os implantes, assim como os dentes e gengiva, têm de ser muito higienizados, utilizando-se de dispositivos específicos sempre recomendados pelo seu cirurgião-dentista. A principal complicação biológica é a periimplantite (doenças que acomete o osso e gengiva ao redor do implante) decorrente de uma má higienização do local onde está o implante. As complicações biomecânicas mais freqüentes são a fratura ou afrouxamento dos pequenos parafusos que prendem as próteses. Fraturas de implantes podem ocorrer embora sejam extremamente raras. O mais importante é o comparecimento regular do paciente às consultas de manutenção para prevenir ou diagnosticar precocemente qualquer alteração.

Implantodontia
Ortodontia em Adultos

1- Adultos também podem fazer o uso de aparelhos ortodônticos?
Sim, os pacientes que possuem desajustes na posição dos dentes ou no tamanho dos ossos da face, podem ser submetidos ao tratamento ortodôntico. O descuido com a oclusão (encaixe entre os dentes superiores com os inferiores) pode resultar em danos às estruturas de suporte dental (gengiva e osso), dores e ruídos na articulação e até mesmo a perda de dentes. Devemos lembrar que ano a ano cresce a expectativa de vida do brasileiro e, visto que todos esses problemas são agravados com o aumento da idade, devemos corrigi-los o quanto antes, para garantir uma velhice saudável aos nossos pacientes.

2- O tratamento ortodôntico nos adultos traz os mesmos resultados que nos jovens?
Nos adultos, as correções são menos abrangentes que nos jovens, já que nestes contamos com o crescimento dos ossos e a adaptação dos músculos da face. Além disso, nas crianças, os dentes permanentes ainda estão nascendo, e assim podemos direcioná-los mais facilmente aos seus lugares definitivos.
No adulto, a correção estará limitada a melhorar o posicionamento dental, e eventuais alterações de posição dos ossos faciais somente poderão ser realizada cirurgicamente.

3- Quais são as principais características do tratamento no adulto?
O aumento da idade acarreta maior dificuldade de reparação dos tecidos. Esse fato é de fácil constatação em atletas: observamos que os mais novos o restabelecimento físico após lesões é mais rápido se comparados aos atletas com mais idade.
Essa distinção do metabolismo nas várias faixas estarias também deve ser observada na movimentação dentária, realizando-se, no adulto, um tratamento mais lento e mais cuidadoso. Isso, hoje em dia, é possível graças aos recentes avanços da Ortodontia, que emprega os fios superelásticos compostos por titânio e molibdênio, para produzir movimentos suaves e quase indolores.

4- Os pacientes com doenças gengivais também podem ser tratados?
Enquanto a doença periodontal estiver ativa (presença de inflamação), o tratamento ortodôntico é contra-indicado. Após a estabilização do problema pelo periodontista (dentista especializado no tratamento da doença periodontal) o ortodontista deve proceder a cuidadosa avaliação para mensurar a extensão dos danos provocados e indicar o tipo de aparelho que mais se ajuste ao caso.

5- Como a ortodontia em adultos pode colaborar nos tratamentos clínicos?
Alguns pacientes apresentam problemas complexos que requerem terapeias restauradoras (restaurações), endodônticas (tratamento de canal), protéticas e ou periodontais (tratamento da gengiva) em conjunto com a prática ortodôntica. Casos de dentes inclinados ou extruídos (dente parece que está mais alongado por ter se movimentado para o espaço do dente antagonista perdido) devido à perda precoce do dente vizinho ou antagonista (dente que tocamos ao mastigar, ou seja um dente de cima é antagonista com o de baixo se eles se tocarem); dentes inclusos parcialmente ou totalmente, assim como dentes girados, podem comprometer seriamente o tratamento clínico. Para a solução desses problemas, o ortodontista emprega aparelhos fixos totais (colocados em todo arco dental) ou parcial (instalados apenas em alguns dentes) para proceder a pequenos movimentos dentais e, com isso, permitir o sucesso do tratamento integrado.

6- Qual é o tipo de aparelho mais indicado para os adultos?
Os aparelhos removíveis podem ser indicados para resolver vários problemas. No paciente adulto o aparelho removível que será utilizado será indicado para fase final do tratamento: fase de contenção. O aparelho removível utilizado em crianças tem outra função: ortopédica. Através desses aparelhos há uma remodelação dos ossos para harmonizar a desarmonia existente entre os ossos. Essa remodelação só ocorre durante o estágio de crescimento e desenvolvimento durante a infância e início da adolescência. Contudo, nos adultos, é necessário ajuste preciso da posição dos dentes, e, neste caso os aparelhos fixos são indicados, por serem eficientes e seguros durante toda movimentação dentária necessária.

7- Quais seriam as opções mais estéticas para os aparelhos fixos?
A indústria de materiais ortodônticos adotou a cerâmica como o principal constituinte dos aparelhos estéticos, já que esse material resiste melhor às forças produzidas pelo fio e é mais resistente ao manchamento. Hoje, os pacientes adultos podem contar com dispositivos ortodônticos bastante eficientes e quase invisíveis.

8- Além da estética, existem diferenças entre o aparelho fixo e o cerâmico?
O aparelho de cerâmica tem como principal desvantagem, em relação ao metálico, seu custo mais elevado e maior fragilidade a fratura. Do ponto de vista mecânico, as peças cerâmicas que possuem uma camada metálica no centro são mais indicadas, pois diminuem o atrito do fio com o aparelho, reduzindo a duração do tratamento.

Ortodontia
Desmistificando o tratamento de canal

 

             

1- O que é o tratamento de canal?
Ele consiste na remoção da polpa dental, uma estrutura viva que contém, entre outros elementos, nervos e vasos sanguíneos.

2- Por que um dente necessita de tratamento de canal?
De modo geral, o tratamento está indicado em duas situações: 1- quando a polpa que está viva se apresenta inflamada, com dor espontânea (pulpite) em decorrência da exposição da dentina por carie profunda, fratura as coroa do dente, etc; ou 2- quando a polpa perde sua vitalidade (polpa necrosada “morta”) e compromete a estrutura que envolve a raiz, provocando inflamação da mesma e do osso de modo assintomático (sem dor- cistos e granulomas) ou com dor (abscesso).

3- O dente que apresenta tratamento de canal é considerado um dente morto?
Não, pois embora o dente não contenha mais a estrutura vital no seu interior (a polpa) o dente é envolvido em toda a sua superfície externa por um ligamento vivo (ligamento periodontal), permitindo que esse elemento dental continue a executar suas funções normais sem nenhum prejuízo.

4- A diabete contra-indica o tratamento de canal?
Se a diabete estiver controlada (medicada) ou compensada, o tratamento pode ser realizado sem problemas, porém é importante tomar cuidado ao medicar com antiinflamatórios, pois está contra-indicado o uso de cortisona.

5- Se o paciente tem problemas cardíacos, deve-se tomar algum cuidado especial para realizar o tratamento de canal?
Em pacientes com problemas cardíacos que já se submeteram à cirurgia ou que possuem defeitos congênitos como prolapso da válvula mitral, é necessário o uso de antibioticoterapia profilática. Essa precaução deve ser tomada não somente quando se realiza tratamento de canal, mas também em qualquer outro tipo de intervenção dentro da boca, como tratamentos de gengiva, extrações, colocação de implantes, reimplantes, etc. Quando se instrumenta o canal do dente que está infectado, ocorre a penetração dessas bactérias na corrente sanguínea (bacteremia), se essas bactérias encontrarem condições favoráveis, tendem a se alojar e a se multiplicar em locais distantes de onde está se realiza o tratamento, podendo causar doenças graves, como a endocardite (inflamação no coração). Sendo assim o médico sempre deve ser consultado.

6- No caso de reumatismo infeccioso, é melhor remover o dente infectado ou tentar o tratamento de canal?
Pode ser tentado o tratamento de canal, desde que se faça uma medicação profilática (antes do procedimento a ser realizado) com antibióticos, já que o reumatismo infeccioso é provocado por bactérias que são encontradas na cavidade bucal.

7- Quantas sessões são necessárias para realização do tratamento de canal?
Se o profissional tiver experiência e habilidade suficientes, pode realizar o tratamento do canal em apenas uma sessão, especialmente se o dente não estiver infectado (se não houver presença se bactéria no canal). Na presença de pus, hemorragias persistentes, tumefação ou retratamentos e casos especiais, os tratamentos de canal podem ser realizados sem sessões múltiplas.

8- Por que algumas vezes é necessário realizar o retratamento do canal?
Quando o tratamento anterior do canal não foi bem executado por algum motivo (dificuldades anatômicas, raízes com curvaturas acentuadas, canais calcificados, etc) ou quando o dente não foi devidadmente resteurado, pode ocorrer recontaminação do canal pelas bactérias presentes na saliva, levando à necessidade de retratamento desse canal.

9- O dente com o canal tratado pode voltar a doer um dia?
Sim. Mesmo que o tratamento do canal tenha sido bem executado, o dente pode voltar a doer se não receber restauração definitiva ou se ocorrer cárie profunda, permitindo a recontaminação do canal.

10- O tratamento do canal enfraquece os dentes?
Não. O que causa o enfraquecimento do dente é a perda da estrutura dental causada geralmente pela cárie que, por sua vez, leva o dente a necessitar do tratamento do canal.
O índice de sucesso no tratamento do canal é o alto (por volta de 90%) e o dente pode permanecer na boca por tanto tempo quanto um dente íntegro.

11- No caso de um dente reimplantado após trauma, o tratamento do canal assegura o sucesso do reimplante?
Se o dente avulcionado por um trauma for reimplantado imediatamente ou dentro de 30 minutos e, nesse caso, mantido na boca (saliva) ou armazenado em meio úmido (água, soro fisiológico, leite), a chance de se obter sucesso é muito alta. Como ocorre a ruptura dos vasos e nervos, o tratamento de canal é necessário e deve ser realizado no período de uma semana a dez dias para assegurar o sucesso do reimplante.

12- Após o tratamento do canal, o dente necessita de cuidados especiais?
Sim. O primeiro cuidado é restaurar o dente o mais breve para evitar a fratura da coroa e a recontaminaçao do canal pelas bactérias presentes na saliva. Outro cuidado que se deve tomar é fazer controle clínico-radiográfico após 6 meses. Se o dente apresenta lesão óssea perirradicular (ao redor da raiz) os controles são realizados a cada 6 meses até o desaparecimento da lesão.

Endodontia
Hipersensibilidade Dentinária

1- O que é hipersensibilidade dentinária?
É a dor que ocorre geralmente na região do colo do dente, próximo à gengiva, provocada por estímulo mecânico com: a escovação, ou estímulo químico como: ingestão de alimentos, doces, frutas cítricas, etc, ou ainda por estímulos térmicos como a mudanças de temperatura para o frio e quente A dor cessa assim que o estímulo é removido, é de curta duração, tendendo a desaparecer com a mesma rapidez com que se inicia. Assim, a hipersensibilidade nunca começa espontaneamente como acontece com outras causas de dor nos dentes. Entretanto, a distenção entre hipersensibilidade e dor de dente deve ser feita pelo dentista

2- O sintoma de hipersensibilidade significa que a polpa do dente (o “nervo” do dente) está doente?
Não, já que a dor é decorrente de mudanças de pressão dentro do dente, provocadas pelos estímulos na superfície do mesmo. Não tem relação com alterações patológicas da polpa do dente.

3- Então porque o dente dói?
Em condições normais, a coroa do dente é recoberta pelo esmalte, estrutura resistente aos estímulos. Essa estrutura é praticamente impermeável e definitivamente insensível aos estímulos. Já as raízes são recobertas por outro tipo de estrutura, denominada cemento. Como o passar do tempo, esmalte e semente sofre desgastes, que expões a estrutura abaixo deles, a dentina, estrutura dura e resistente que abriga a polpa do dente. Dessas estruturas (esmalte, dentina e cemento), somente a dentina apresenta sensibilidade. A dentina é bastante permeável, constituída de milhões de canais microscópicos que ligam a polpa com o meio externo quando o esmalte e o cemento são desgastados. Sem o cemento e o esmalte, a dentina fica sem proteção, exposta ao meio externo e sujeita aos estímulos do meio externo. Por isso que sentimos dor, pois a dentina está exposta ao meio bucal sem proteção frente aos estímulos mecânico, químico e térmico.

4- Qual a relação entre a hipersensibilidade dentinária e as lesões cervicais não cariosas (desgastes no colo (“pé”) do dente)?
A hipersensibilidade ocorre mais comumente na região cervical do dente, onde o esmalte e cemento são degradados com maior freqüência, expondo a dentina. Quando essa degradação das estruturas dentinária não é provocada por cárie, a área exposta é considerada uma lesão cervical não cariosa. A prevalência dessas lesões por desgaste é alta, e pode-se antecipar que, em algum momento da vida, qualquer indivíduo poderá apresentar essa lesão não cariosa.

5- Quais as causas mais comuns de lesões cervicais não cariosas?
Essas lesões são resultado de uma interação de fatores, em que os mais importantes são a má oclusão entre os dentes (encaixe entre os dentes), alimentação rica em ácidos (frutas cítricas, refrigerantes, etc) e a escovação dental. O mau encaixe dos dentes (oclusão) promove a fadiga das estruturas na região do colo, as substancias ácidas causam a dissolução do esmalte e a escovação remove mecanicamente o esmalte enfraquecido ou dissolvido. Fatores sistêmicos também podem contribuir para a degradação das estruturas do dente, tais como refluxo gastroesofágico, bulimia, hipertireoidismo e qualquer doença que reduza o fluxo salivar. O fluxo salivar reduzido promove um meio bucal ácido e dessa forma, as estruturas protetoras do dente degradam-se expondo a dentina promovendo sintomas de dor.

6- Como tratar a hipersensibilidade dentinária?
A hipersensibilidade é tratada pelo dentista que deverá empregar os recursos dessensibilizadores (o que pode incluir restauração das lesões e ajustes oclusal) para reduzir o desconforto imediato da dor e, complementarmente, eliminar as causas da exposição dentinária para impedir a recorrência da hipersensibilidade. Caso o paciente apresente problemas na oclusão que não possam ser resolvidos com o ajuste oclusal, o profissional indicará o tratamento ortodôntico, com aparelho, para movimentar e ajustar a posição dos dentes para prevenir a perda das estruturas protetoras dos dentes.

Periodontia
Aftas

1-O que são aftas?
A afta ou úlcera aftosa recorrente é uma doença comum, que ocorre em cerca de 20% da população, caracterizada pelo aparecimento de úlceras dolorosas na mucosa bucal, as quais podem ser múltiplas ou unitárias.

2-Quais as características da afta?
Essa lesão costuma se precedida por ardência, bem como pelo surgimento de uma área avermelhada. Nessa área desenvolve-se a úlcera, recoberta por uma membrana branco-amarelada e circundada por um halo vermelho. Essas lesões permanecem cerca de 7 a 14 dias e não deixam cicatriz; em geral, o período de maior desconforto perdura por dói ou trem dias.

3-Todas as aftas são iguais?
Não. Atualmente são reconhecidos 3 tipos de aftas, sendo a vulgar ou minor a forma mais prevalente (que mais acontece). As outras formas são mais raras. Uma delas é conhecida como herpetiforme, por que lembra a manifestação do herpes simplex, apresenta um grande número de pequenas ulcerações superficiais arredondadas e agrupadas, que também perduram por cerca de 10 dias. A outra forma é chamada de afta major, que como o nome indica, é uma lesão maior (por volta de 1 cm de diâmetro) mais profunda, mais dolorida, mais difícil de tratar e que pode permanecer semanas ou, às vezes, meses.

4-Por que as aftas doem tanto?
A dor causada por essa lesão é devido à exposição do tecido conjuntivo, camada que fica abaixo da mucosa, rico em vasos e nervos, o que provoca dor. Além disso, o quadro pode der agravado por infecções causadas por microorganismos do meio bucal.

5-O que causa aftas?
Não podemos afirmar que exista um único agente causador. Estudos a esse respeito apontam para uma alteração da resposta imunológica como possível causa primária em alguns pacientes e secundárias em outros. Os ácidos presentes na alimentação, os pequenos traumas à mucosa, distúrbios gastrintestinais, o ciclo menstrual e o estresse emocional agem como fatores desencadeantes. Podemos concluir que a afta não é uma lesão que apareça devido a um só fator, mas sim um conjunto deles.

6-Qual a relação entre as aftas e a nossa alimentação?
Alguns alimentos, quando em contato com a mucosa bucal, podem desencadear uma resposta imunológica alterada em certos pacientes, o que provocaria o aparecimento das ulcerações. Muitas vezes os pacientes são alérgicos: tem aftas quando ingerem especificamente com certos alimentos.

7-As aftas são contagiosas?
Não, pois não se trata de uma doença infecciosa (causada pro microorganismos patogênicos) No entanto há um traço familiar evolvido. Filhos de pais portadores de aftas apresentam chances bem maiores de também sofrem com aftas.

8-Podemos confundir as aftas com outras doenças?
Sim. O câncer de boca,ou carcinoma epidermóide, frequentemente começa com um lesão ulcerada. Por isso, frente a uma úlcera bucal que não cicatriza dentro de 15 dias, o paciente deve procurar o dentista para realizar o exame clínico e diagnóstico da lesão. Além disso, algumas doenças infecciosas, como herpes, e algumas doenças dermatológicas com ocorrência intrabucal, como lúpus, embora tenham características próprias bem conhecidas, em certas fases de seu desenvolvimento podem parecer-se com aftas, principalmente para o paciente.

9-Qual o melhor tratamento para a afta?
Não existe tratamento que seja eficaz para todos os portadores de aftas. Alguns têm uma lesão aftosa uma vez ao ano; outros apresentam lesões múltiplas diuturnamente. As medicações de uso sistêmico, como os imunosupressores, são mais efetivas na redução dos sintomas, mas possuem efeitos colaterais indesejáveis, às vezes graves, por isso, reservadas para casos mais severos da doença, exigindo o acompanhamento atento de um especialista. Para indivíduos com quadros clínicos mais leves, a melhor abordagem é a aplicação de anti-sépticos específicos, antiinflamatórios, anestésicos, protetores da mucosa, natural ou sintético ou o mais avançado, tratamento com laser terapêutico. O dentista deve ser consultado para um adequado diagnóstico e orientação terapêutica.

Periodontia
A importância da radiografia panorâmica na Odontologia

A radiografia panorâmica é um importante exame radiográfico utilizado para o diagnóstico e planejamento terapêutico das doenças dos dentes e da face. Atualmente, a maioria dos dentistas solicita esse exame no início e no controle dos tratamentos odontológicos como, por exemplo, nos tratamentos ortodônticos

1- O que é a radiografia panorâmica e quais são suas vantagens?
O exame ortopantomográfico, mais conhecido como radiografia panorâmica, é um exame útil e bastante pratico para complementar o exame clínico no diagnóstico das doenças que possam envolver dentes e ossos da face. Através desse exame, o dentista pode visualizar todos os dentes de uma única só vez, inclusive os que ainda não nasceram e estão dentro do osso. Fraturas dentais, infecções ou outras doenças nos ossos que sustentam os dentes podem ser visualizadas e, muitas vezes, diagnosticadas.

2- Além do diagnóstico das lesões dentais, quais as outras indicações das radiografias panorâmicas?
Praticamente no diagnóstico de todas as lesões dos ossos da maxila e mandíbula. Através desse exame radiográfico, pesquisam-se reabsorções ósseas e radiculares, cistos, tumores, inflamações, fraturas pós-acidentes, distúrbios da ATM, vias aéreas superiores e sinusites. É comum solicitá-las como exame pré-operatório em cirurgia de dentes e osso.

3- Nas crianças, quando são indicadas as radiografias panorâmicas?
Em Odontopediatria, esse exame tem amplas indicações, tanto na prevenção como no diagnóstico de distúrbios dentais e faciais. O dentista pode fazer o “”pré-natal” dos dentes, examinando-os mesmo antes que eles erupcionem (nascerem), podendo analisar sua localização e a presença de dente extranumerários (dentes que excedem o número normal) ou agenesia (falta de um dente) e assim prevenir ou atenuar futuros problemas estéticos, funcionais e/ou relacionado à articulação. O estudo dos ossos na procura por lesão intra-óssea, como cistos e tumores, também faz parte de uma boa odontologia preventiva.

4- Existe um perigo relacionado na realização da radiografia panorâmica?
Com os modernos aparelhos de raio X, a proteção dos aventais de chumbo e os filmes mais sensíveis, esse método é bastante seguro. Nas mulheres grávidas, optamos por realizá-lo depois do terceiro mês de gestação ou após o parto, dependendo da necessidade do caso e sempre observando as medidas de segurança.

5- É um exame caro?
Não. Se compararmos os benefícios que ele proporcionam veremos que o preço é acessível para a população. Além das clínicas particulares, existem órgãos públicos e faculdades de Odontologia que dispõe de aparelhagem necessária e segura para realizá-los com o intuito de baratiar ainda mais esse exame.

Radiologia
Conhecendo a placa de mordida

1- O que é placa de mordida?
É um aparelho confeccionado em resina acrílica que é colocado sobre os dentes e que apresenta três funções principais: a primeira é proteger os dentes de se desgastarem em pacientes que apresentam parafunção como o bruxismo (hábito de rangem os dentes) e o apertamento dos dentes; a segunda é aliviar as articulações temporomandibulares (ATMs, localizadas próximas aos ouvidos) contra as forças excessivas oriundas da parafunção; e a terceira é de promover o relaxamento da musculatura que pode ocorrer em alguns casos de apertamento dental.

2- Qual sua indicação?
A placa de mordida ou placa miorelaxante tem várias indicações. A mais comum é para pacientes que apresentam problemas parafuncionais como bruxismo e apertamento dental, com as finalidades de proteger os dentes frente ao desgaste oriundos das forças dos movimentos parafuncionais. Outra indicação importante é para pacientes que tem problemas nas ATMs e podem apresentar estalidos, travamento e dor.

3- Como deve ser utilizada?
A utilização da placa depende do diagnóstico dado pelo cirurgião-dentista. O paciente utilizará a placa de acordo com o período em que a parafunção se expressa que pode ser durante o dia ou, mais comumente, durante a noite. O correto uso desse dispositivo deve ser acompanhado pelo cirurgião-dentista que está capacitado tanto para o diagnóstico da causa que refletirá na correta indicação relacionando a periodicidade e melhor horário do uso desse dispositivo.

4- Como deve ser a conservação da placa de mordida?
A placa deve passar por um processo de desinfecção. Esse processo consiste me fazer o uso de soluções desinfetantes. O uso de pastilhas efervescentes por 5 minutos mostram-se ser o método mais eficaz, porém economicamente menos viável se comparado com outras soluções de desinfecção. Deve-se evitar escovar com pasta de dentes, pois a mesmas contém agentes abrasivos, como a sílica, que riscam a superfície da placa de mordida criando condições propícias para o acúmulo de microorganismos. O protocolo de desinfecção inicia-se com a limpeza da placa utilizando-se uma escova de unhas e sabonete líquido neutro pra retirar o biofilme formado sobre ela. Em seguida, deixe a placa descansar na solução desinfetante de eleição respeitando o tempo de imersão para cada solução. Após o tempo de imersão na solução desinfetante, lavar a placa abundantemente em água corrente e colocá-la na boca ou guardá-la no recipiente adequado com um lenço de papel umedecido para evitar o ressecamento da placa e possível desadaptação da mesma.

5- A placa resolve o problema da ATM?
Não. O ato de ranger ou apertar os dentes pode ser controlado ou reduzido com o uso da placa de mordida, mas a resolução do problema ocorrerá com o passar do tempo, independente do uso da placa. Os problemas articulares poderão der “acomodados” com a utilização da placa, pois a placa será responsável por amenizar os sintomas. Atualmente, considera-se a utilização da placa como um dos meios de controle dos problemas temporomandibulares. Outros meios de tratamento como a fisioterapia, medicações e acompanhamento por psicólogos para o diagnóstico e controle do estresse são também indicados. Na verdade, os problemas parafuncionais estão ligados com a forma com que as emoções e sentimentos são absorvidos e administrados por cada indivíduo. Por isso que, geralmente, indicamos o acompanhamento e tratamento das emoções por pscicólogos.

6- Quando a placa de mordida deve ser substituída?
Caso tenha sido confeccionada apropriadamente, a mesma placa pode ser utilizada durante todo o tratamento (aproximadamente 6 meses). Porém, se o tratamento se prolongar por mais tempo, se for diagnosticado que a placa sofreu desgastes excessivos, fratura, perda da cor inicial como o amarelamento ou deposição de tártaro, ela deve ser substituída. Desta forma, a troca da placa de mordida é individualizada de acordo com casa caso e paciente e cabe ao cirurgião-dentista indicar a substituição da mesma.

7- Quando a placa é indicada para dor de cabeça?
A dor de cabeça pode ter inúmeras causas distintas. Feito o diagnóstico e constatada que a dor é de origem muscular ou articular, a placa pode ser um coadjuvante no tratamento da sintomatologia dolorosa, sendo que, geralmente, há também necessidade de medicamento, fisioterapia ou acompanhamento com psicólogo.

8- A placa pode ser mole ou dura?
A placa mole, ou de silicone, é considerada pela maioria dos autores sem indicação para o tratamento dos sintomas da dor. Por isso a placa dura ou rígida, confeccionada com resina acrílica é mais indicada. A placa dura também é mais higiênica. Uma das propriedades físicas das resinas acrílicas é ter uma superfície mais lisa do que as placas de silicone, ou seja, a placa dura confeccionada com resina acrílica, devido sua propriedade física, é mais fácil de promover a remoção de microorganismos durante a imersão com soluções desinfetantes.

9- Por quanto tempo a placa deve ser utilizada?
A maioria dos problemas de desordem temporomandibular e dor orofacial pode ser controlada em um período médio de 6 meses de uso contínuo podendo esse uso variar de acordo com a necessidade de cada paciente. Entretanto, em alguns pacientes, devido a fatores como bruxismo exagerado, depressão e estresse, a placa poderá ser utilizada por um período mais prolongado. Independente da gravidade do caso, o paciente deve estar sempre sob acompanhamento do cirurgião-dentista para que ajustes necessários na placa sejam feitos para conduzir positivamente o tratamento.

10- A placa de mordida necessita de manutenção?
Sim. Conforme a musculatura relaxa ou a placa se desgasta, a oclusão (o encaixe dos dentes) se modifica, devendo, então, ser ajustada periodicamente.

Oclusão
Cuidados com as escovas de dentes

1- As escovas dentais apresentam-se contaminadas por microorganismos?
Sim. As escovas dentais, após serem utilizadas para a higiene bucal uma única vez e armazenadas em condições em condições usuais, podem se tornar contaminadas por diferentes tipos de bactérias, inclusive estreptococos do grupo mutans (microorganismos causadores da doença cárie), vírus, leveduras (fungos), parasitas intestinais, provenientes da cavidade bucal ou do meio ambiente. Pode haver contato entre escovas de diferentes membros da família nos recipientes sobre a pia ou nos armários de banheiro. Também, torna-se muito difícil do controle da ocorrência de contato salivar entre indivíduos em ambientes como creches, pré-escolas e outras instituições que abrigam crianças de idade precoce, podendo a escova ser trocada e/ou compartilhada inadvertidamente. Desta forma, a desinfecção das escovas de dentes deve ser efetuada diariamente.

2- Como deve ser efetuada a desinfecção das escovas dentais após sua utilização?
A melhor opção é lavar a escova após o uso, remover o excesso de água e borrifar uma solução desinfetante acondicionado em frasco “spray” (adquirido em farmácias de manipulação) em todas as direções da cabeça das escovas, particularmente nas cerdas, em seguida as escovas podem ser guardada no armário do banheiro. Antes da próxima escovação, a escova deve ser lavada em água corrente. Após a escovação, não secar a escova com toalha de banho de rosto, pois isso pode aumentar ainda mais a contaminação. Essa manobra para eliminar o excesso de umidade e de secagem da escova pode ser feita com papel absorvente ou de forma mais prática por meio batidas da escova na borda da pia do banheiro. Essa é uma forma prática e econômica de se efetuar a desinfecção das escovas, uma vez que o mesmo porta-escovas para guardá-las pode ser utilizado por todos os membros da família.

3- Quais as substâncias devem ser empregadas para a desinfecção das escovas de dentes?
Vários estudos a respeito da eficácia das soluções desinfetantes foram realizados. O gluconato de clorexidina a 0,12%, o cloreto de cetilpiridínio a 0,05% e o hipoclorito a 0,5% são eficazes na eliminação dos microorganismos capazes de causar doenças das cerdas das escovas, inclusive os estreptococos do grupo mutans um dos causadores da doença cárie. Essas soluções desinfetantes dever ser manipuladas por profissionais da área da farmácia e podem ser adquiridos em farmácias de manipulação.

4- Como deve ser acondicionado a escova de dentes?
Não há que reprovar a iniciativa da indústria, que desenvolveu modelos de escovas de dentes que vêm acompanhadas e um estojo para proteger as cerdas, pois esse estojo é útil quando guardamos as escovas na bolsa, por exemplo, evitando o contato com dinheiro, carteiras, etc. Porém, no dia-a-dia, as escovas devem se mantidas em local seco, após a desinfecção com soluções desinfetantes. Alguns estudos comprovam que escovas dentais que permanece fora do armário do banheiro podem ser infectadas por coliformes fecais, microorganismos causadores de doenças sérias. Isso ocorre porque os microorganismos como os coliformes decais, presentes no aerossol (suspensos no ar) que se forma após a descarga, podem depositar-se nas cerdas da escova de dentes sobre a pia do banheiro e proliferar. Dessa fora, após a desinfecção, as escovas devem ser guardadas no armário do banheiro.

5- O tipo de dentifrício (pasta de dentes) empregado durante a escovação influencia a contaminação das escovas de dentes por microorganismos?
A contaminação microbiana das cerdas das escovas dentais sofre influencia de inúmeros fatores, destacando-se o tipo de dentifrício, que pode conter agentes antimicrobianos como o flúor ou o triclosan, os quais ocasionam uma redução nessa contaminação. O uso de dentifrícios contendo triclosan reduz em até 60% a contaminação bacteriana por estreptococos do grupo mutans, enquanto o dentifrício que contém flúor reduz a contaminação em 23% aproximadamente.

6- Qual o período de vida útil de uma escova?
As escovas de dentes devem ser trocadas frequentemente. Indivíduos sadios devem fazê-las a cada 3 a 4 meses; indivíduos com gripe ou outras doenças devem trocá-las no início da doença e após a cura; indivíduos que fazem tratamento com quimioterapia ou são imunodeprimidos (com a imunidade baixa) devem trocá-las a cada 2 dias; e indivíduos que acometidos de grandes cirurgias devem trocá-las diariamente. No entanto, essa alta freqüência de troca é inviável, sendo satisfatório um tempo de 3 a 4 meses, desde que as escovas sejam submetidas à desinfecção diariamente.

7- Qual o protocolo indicado para a higienização das escovas de dentes?
Para o controle diário da contaminação das escovas, é importante que, previamente à escovação, seja efetuada como primeira etapa desse protocolo a lavagem das mãos com água e sabonete anti-sépticos. Após a realização da escovação, a escova deve ser adequadamente lavada abundantemente em água corrente e deve ser realizada a remoção do excesso de umidade. Em seguida, deve-se borrifar sobre o cabo e a cabeça da escova, particularmente sobre as cerdas, a solução desinfetante sob a forma de “spray”, sendo a escova mantida, então, em local fechado. Previamente a próxima utilização, a escova deve se lavada abundantemente em água corrente. Assim, todo o cuidado com a desinfecção das escovas de dentes é um protocolo que deve ser adotado por todos para evitar problemas de saúde de ordem geral e local bom como aperfeiçoar os cuidados com a saúde de cada indivíduo.

Periodontia
Disfunção da ATM e dores orofaciais

1- O que é dor orofacial?
Dor orofacial pode ser definida como uma dor que acomete a região orofacial, ou seja, face, boca, cabeça e pescoço. São dores que podem ocorrer devido a problemas relacionados aos músculos, a articulação temporomandibular (ATM), dos dentes, dos vasos sanguíneos e/ou nervos. Dentre as condições dolorosas mais comuns da região orofacial, destacam-se as dores de origem músculo-esquelética, mais conhecidas pelo termo disfunção temporomandibulares (DTMs).

2- O que é DTM?
DTM é um temo que inclui um número de problemas clínicos que envolvem a musculatura mastigatória, a ATM e estruturas associadas, ou ambas. Pode gerar dores de cabeça, cansaço muscular, dor nas ATMs, dores próximas à região dos ouvidos, dores na região do pescoço, mordida instável e/ou dificuldade de mastigação.

3- Quais os sintomas mais comuns?
Dor na região do ouvido sem presença de infecção, dor ou desconforto na região da ATM mais comumente ao acordar ou no final da tarde, dor na ATM durante a fala ou a mastigação, dificuldade para abrir ou fechar a boca, cansaço nos músculos da face e/ou dos músculos envolvidos na mastigação, sensibilidade dentária quando não há nenhum problema aparente.

4- O que pode causar DTM?
Cada indivíduo engole cerca de 2.000 vezes por dia, o que gera contato com os dentes superiores e inferiores. Assim, situações como mordida instável, dentes perdidos, mau alinhamento dentário (dentes tortos), apertamento e/ou ranger dos dentes (conhecido como bruxismo), trauma na cabeça ou no pescoço e má postura podem causar problemas, pois os músculos devem  trabalhar mais para compensar essas falhas. Assim, os músculos podem entrar em fadiga e alterar toda função do sistema mastigatório, causando dor e desconforto.

5- O que é bruxismo?
Bruxismo é o apertamento ou rangido dos dentes, que pode ocorrer enquanto o indivíduo está acordado ou dormindo. E uma atividade danosa ao sistema mastigatório, pois pode gerar desgaste nos dentes ou dor muscular, entre outros problemas. Indivíduos com dentes desgastados, portanto, necessitam de uma avaliação para verificar se possuem o quadro de bruxismo ativo e se há necessidade de tratamento. É importante ressaltar que alguns medicamentos podem induzir ou agravar essa situação.

6- O que posso fazer para tratar a DTM?
A maioria dos casos pode ser tratada pela promoção de repouso das articulações e dos músculos mastigatórios. Isso pode ser conseguido por meio de manobras odontológicas, como por exemplo, a confecção de placas oclusais, utilizações de medicamentos e, fundamentalmente, pela aquisição de novos hábitos saudáveis. Em muitos casos, o paciente pode apresentar melhora com manobras simples, como adoção de dieta com alimentos macios, exercícios físicos para os músculos da mastigação, educação das funções mastigatórias, compressas quentes e frias e controle do apertamento dentário. Em casos muito específicos, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica.

7- A DTM é permanente?
Essa condição é episódica e pode ocorrer em fases de estresse ou após algum evento físico (como um trauma físico) ou emocional. É fundamental, entretanto, que o paciente procure por tratamento para que a dor não se torne crônica (de longa duração), o que torna o tratamento muito mais difícil.

Oclusão
Levando os filhos ao dentista

1- Como dizer para a criança que ela está indo ao dentista? É necessário mentir?
Nunca se deve mentir ou enganar a criança, tentando esconder que irá levá-la ao consultório odontológico. As crianças desde pequenas são bastante espertas; dessa maneira elas podem perder a confiança nos pais e associar a ida ao dentista a algum fator negativo. É melhor dizer a verdade e explicar de forma lúdica que o dentista é seu colega e irá tratar dos seu dentes com muito cuidado e carinho.

2- Os pais devem permanecer na sala de atendimento durante a consulta?
Geralmente, quando a criança é pequena, até os 3 anos de idade, os pais podem permanecer dentro da sala, pois a criança se sente mais segura e protegida com sua presença durante o atendimento. À medida que forem ficando mais velhas, confere a decisão do dentista, os pais aguardar na sala de espera. Deve-se lembrar também que, durante a visita ao dentista, quando menos acompanhantes melhor, porque será necessário o dentista dispensar-lhe atenção, diminuindo o ritmo de trabalho, além de poder atrapalhar o andamento da consulta devido à ansiedade ou à preocupação dos pais, que podem ser captadas pelas crianças.

3- E se a criança chorar e não quiser permanecer na cadeira odontológica?
Este é um comportamento bastante normal das crianças e não deve trazer preocupações. A criança é muito energética  na faixa etária de 3 a 4 anos de idade, e o choro é uma maneira de enfrentar e libertar toda tensão e ansiedade frente a uma situação desconhecida. Não podemos impor a uma criança dessa idade que se sente na cadeira, fique quietinha e com a boca aberta. Os pais devem estar preparados para enfrentar esse tipo de situação dentro do consultório.


4- Como os pais podem cooperar durante o retornos às consultas? Deve intervir se a criança tiver algum comportamento inadequado?
As crianças podem utilizar alguns artifícios (fingir náuseas, vômitos, vontade de ir ao banheiro, tossir, etc) como forma de fugir de uma situação que nunca vivenciaram. Se a criança não estiver cooperando, acredite e confie que o cirurgião- dentista foi treinado para lidar com esses tipos e reações. Nunca brigue com a criança durante o tratamento e muito menos bata nela. Procure conversar com ela apenas se o dentista pedir e evite ao máximo de falar. Caso necessário, fale sobre coisas agradáveis como: desenhos amimados, contar histórias, cantar músicas das quais a criança goste.


5- O que não se deve dizer de jeito nenhum para a criança?
Para se sentir relaxada a criança precisa de segurança, que, na maior parte das vezes, vem dos próprios pais. Portanto, os pais nunca devem comentar experiências desagradáveis ocorridas durante tratamentos passados e devem evitar palavras ou expressões como: “agulha”, “picada”, “sangue”, “você vai levar uma injeção do dentista”, “o dentista não vai te machucar”, etc. Elogie o comportamento da criança e encoraje-a com palavras positivas.

6- Como os pais podem ajudar no tratamento odontológico?
Os pais representam um fator importante e decisivo no sucesso do tratamento odontológico dos seus filhos. Além dos cuidados profissionais do cirurgião dentista no consultório, é necessário o cuidado com os dentes da criança em casa. A escovação e o uso de fio dental devem ser motivados e fazer parte do dia-a-dia da criança para que ela tenha saúde bucal. Mesmo que a criança não goste de ou não queira escovar os dentes, deve-se insistir até conseguir instalar esse hábito em sua rotina diária. Dessa forma, os pais estarão oferecendo educação em saúde e permitindo que a criança cresça já acostumada com esses autocuidados, com o intuito de ter um sorriso bonito e saudável.

Odontopediatria
Mau hálito (Halitose)

1- O que é halitose?
Hálito é todo ar expirado pelos pulmões, podendo sair pela boca ou por outras cavidades aéreas como nariz, seios paranasais e faringe. O normal é o hálito humano ser inodoro ou ligeiramente perceptível pelas pessoas ao redor. A halitose, nome científico do mau hálito, é uma anormalidade do hálito, em que são liberados odores desagradáveis. Esse cheiro desagradável é o sintoma de que algum problema de origem local, geral, sistêmica e/ou emocional não está bem, ou seja, é um sinalizador de que algo não vai vem no organismo do indivíduo com halitose.

2- Qual é a causa da halitose?
Dezenas de causas estão relacionadas à halitose. Podemos dividir as causas da halitose em gerais e locais. Dentre as causas gerais, destacam-se as de origem respiratória (sinusites e amigdalites), digestória (erupções gástricas, tumores e úlceras duodenais) e emocional (estresse). Dentre as causas locais, podemos citar o acúmulo de placa bacteriana, cárie e suas seqüelas, alterações gengivais e periodontais, peças protéticas deterioradas ou mal adaptadas, alteração na composição e quantidade da saliva e saburra lingual. A saburra é uma camada de restos alimentares, microorganismos e células descamadas que se acumula sobre a língua dando-lhe um aspecto esbranquiçado. Em pacientes fumantes, a saburra pode apresentar um aspecto amarelado e até mesmo acastanhado. Aproximadamente 90% dos casos de halitose são de origem local, relacionados a alteração bucais.

3- Por que a pessoa que tem halitose muitas vezes não sabe que tem mau hálito?
Isso ocorre porque o olfato, como a visão, é suscetível à grande adaptação. Na primeira exposição a um cheiro muito forte, a sensação pode ser intensa, mas dentro de alguns minutos, o odor quase não é mais sentido, ou seja, ocorre uma fadiga olfatória em que “o nariz acostuma com o odor”. Desta forma, as pessoas que tem halitose são incapazes de avaliar sua própria condição.

4- Por que é comum as pessoas apresentarem halitose ao acordar?
A halitose matinal, e conhecida como halitose fisiológica. Uma das funções da saliva é permitir através do seu fluxo uma circulação da mesma e assim auxiliar na manutenção do equilíbrio da limpeza da boca. Durante a noite a produção de saliva cai para níveis mínimos, causando a putrefação de células descamadas da mucosa bucal que permaneceram retidas na boca, causando odor desagradável. Soma-se a isso o longo período sem a ingestão de alimentos, diminuindo os níveis de glicose no sangue, modificando a composição as saliva que vai para a boca pelas glândulas salivares deixando o hálito com odor cetônico (odor parecido ao de frutas estragadas). Outra forma de halitose fisiológica é o mau cheiro temporário caudado por algum componente específico da dieta como álcool, cebola e alho. A halitose fisiológica é uma condição temporária, geralmente controlada com uma boa higiene bucal o que difere da halitose patológica que é mais intensa e persistente. Desta forma, para o diagnóstico da causa da halitose faz-se necessário consultar o cirurgião-dentista.

5- Como tratar a halitose temporária?
O tratamento deve ser baseado na correta identificação da causa. Para essa identificação, a consulta ao cirurgião-dentista é importante para que a causa seja relacionada ao sintoma e assim indicar de forma correta o tratamento. A higiene bucal é de fundamental importância para o sucesso do tratamento. A higiene bucal está relacionada com a escovação, uso de fio dental e limpeza da língua após as refeições e antes de deitar, evitando o acúmulo de microorganismos causadores da halitose. O uso dos enxaguatórios pode auxiliar na limpeza da boca, pois atingem lugares de difíceis acessos como as amígdalas linguais. Mas a indicação do enxaguatório adequado se faz pelo dentista, pois no mercado existem vários enxaguatórios com composições químicas que os difere uns dos outros, assim sendo, cada um tem sua indicação específica. Por exemplo, enxaguatórios quem contém alta concentração de álcool pode agravar os casos de boca seca e odor. Os lubrificantes orais e salivas artificiais podem ser úteis nos casos em que a pessoa apresenta produção deficiente de saliva. Uma forma simples de controlar a halitose é beber ao menos dois litros de água por dia e evitar jejuns prolongados. Por fim, ter halitose não é normal, portanto, em caso de suspeita procure um cirurgião-dentista.

6- Tenho gastrite. Acho que é por isso que tenho mau hálito. O mau hálito pode vir do estômago?
Não. É muito comum os pacientes pensarem dessa forma, pois é muito comum pacientes com gastrite terem mau hálito. A possível relação nesse caso pode se explicar, pois a medida que a saburra (sujeita sobre a língua) se forma, ela passa a ser  um meio propício à instalação de microorganismos patogênico (que causam doenças) cuja porta de entrada é a boca. São exemplos de microorganismos causadores de doenças pulmonares, gastrointestinais e até mesmo de amigdalites e de doenças periodontais. No caso da halitose versus gastrite, a redução do fluxo salivar propicia a formação da saburra, a qual permite que o Helicobacter pilory se instale no dorso da língua, prolifere e aumente em número, podendo chegar até o estomago e desencadear a gastrite. A manutenção do fluxo salivar em condições normais não evita apenas a saburra e o mau hálito, mas também previne a possibilidade do paciente se tornar predisposto a gastrite, pneumonia, amigdalite, periodontite, etc.

7- Se a saburra é formada por microorganismos, o mau hálito é contagioso?
Não. A saburra somente se forma em pessoas com predisposição à sua formação. Por isso, é muito comum observarmos casais em que apenas um dos parceiros apresenta hálito desagradável, a ponto de incomodar o outro.


 

Periodontia
O que é Ortodontia?

 

 

 

 


1- O que é Ortodontia?
   Ortodontia é a especialidade da Odontologia que estuda o crescimento e desenvolvimento da face, bem como o desenvolvimento das dentições decídua (de leite), mista e permanente e seus desvios de normalidade, prevenindo e interceptando (parando) as más oclusões dentárias (problemas no encaixe entre os dentes de cima e de baixo).

2- Como saber se preciso de um ortodontista?
    Apenas o ortodontista poderá determinar se você poderá se beneficiar de um tratamento ortodôntico. Com base em alguns instrumentos de diagnóstico que incluem um histórico médico e dentário completo, um exame clínico, moldes de gesso de seus dentes e fotografias e radiografias especiais, o ortodontista ou dentista poderá decidir se a ortodontia é recomendável e desenvolver um plano de tratamento adequado para você.

3- Como funciona um tratamento ortodôntico?
    Diversos tipos de aparelhos, tanto fixos como removíveis, são utilizados para ajudar a movimentar os dentes, retrair os músculos e alterar o crescimento ósseo. Estes aparelhos funcionam colocando uma leve pressão nos dentes e ossos maxilares.

4- Como posso saber se o aparelho ortodôntico para adultos está indicado para mim?
    Se você imagina que pode se beneficiar com um aparelho ortodôntico, peça ao seu dentista para lhe recomendar um ortodontista - dentista especializado em tratar dentes que não estão alinhados adequadamente. O ortodontista irá examinar seus dentes e solicitar radiografias para estudar a estrutura óssea de suporte. Com base no que ele encontrar, um plano de tratamento será recomendado. Embora os aparelhos fixos sejam uma opção bastante comum para consertar dentes desalinhados, o ortodontista poderá lhe dizer se no seu caso seria melhor um aparelho removível ou um outro tipo de dispositivo.

5- Qual é a função do tratamento ortodôntico além da estética?
    A função do tratamento ortodôntico é restabelecer a oclusão dentária, que é necessária para a correta mastigação. Com uma oclusão normal, a saúde bucal é restabelecida e os problemas de respiração, deglutição e fonação podem ser evitados.

6- Quais os tipos de correções realizadas?
    O ortodontista, em geral, inicia seu tratamento com condutas mais simples, como a manutenção de espaços nos casos de perda prematura de dentes, além de corrigir casos mais complexos, como os tratamentos ortodônticos associados ao aumento ou diminuição cirúrgica dos maxilares.

7- Quanto tempo demora um tratamento ortodôntico?
    A duração do tratamento ortodôntico é de difícil previsão, pois depende de fatores que vão das respostas biológicas de cada paciente à natureza da correção. A cooperação do paciente é de grande importância para que o tratamento seja feito com êxito e dentro de um prazo ágil. De 24 a 36 meses é a duração média de um tratamento que poderá se estender conforme a necessidade para a mais adequada finalização do caso.

8- Existe algum risco no tratamento?
    Como em qualquer tratamento o risco existe, mas quando bem planejado e executado por profissional especializado o risco durante o tratamento ortodôntico fica bem reduzido. Claro que a colaboração do paciente é muito importante para o sucesso do tratamento.

9- O paciente sente dor durante o tratamento?
   Quando o aparelho é instalado existe uma certa sensibilidade. Essa pequena sensibilidade também poderá surgir após cada ajuste periódico promovido pelo ortodontista.

10- Quais os tipos de aparelhos?
     São dois tipos: o aparelho removível e o fixo. O removível pode ser ortodôntico (realiza pequenas movimentações dentárias) ou ortopédico (promove alterações ósseas) e seu uso depende muito da colaboração do paciente. O fixo é colado aos dentes através de resinas ou cimentos e não dependem da cooperação do paciente.
Componentes (peças e acessórios) dos aparelhos fixos:
a) Bráquetes: São as pecinhas metálicas ou de porcelana coladas em cada dente (podem também ser transparentes ou da cor do dente).
b) Arcos: São os fios metálicos que passam por dentro dos bráquetes. No decorrer do tratamento, eles são trocados aumentando-se a espessura em cada troca. Isso é que dá a impressão de "apertar" o aparelho.
c) Banda: anel colocado em volta dos dentes posteriores, para soldar os tubos ou bráquetes, pois nesses dentes, geralmente, as peças não param coladas devido ao grande esforço mastigatório.
d) Tubo: É a peça soldada na banda  para abrigar a finalização das pontas dos arcos.
e) Ligaduras elásticas: São as borrachinhas que prendem os arcos aos bráquetes. Elas são responsáveis por apertar o aparelho. Possuem cores variadas e são trocadas a cada sessão.
f) Arco Extra-Bucal(AEB): Arco usado dentro e fora da boca para, por exemplo, manter espaços, para empurrar dentes superiores para trás, tentar evitar o crescimento da arca dasuperior
g) Mini-implante: O mini-implante é utilizado como ancoragem para a movimentação dos dentes, trata-se forma de um dispositivo em forma de parafuso feito basicamente de titânio que é um material perfeitamente compatível com os tecidos ósseos

11- A minha cooperação vai influenciar no meu tratamento ortodôntico?
      Sim, 50% do sucesso do tratamento está relacionado com a cooperação paciente. A qualidade do tratamento ortodôntico se baseia (principalmente se estiver usando aparelho removível) na cooperação do paciente. O seu esforço é igual ao resultado. Ele pode resultar em dentes bem posicionados, sem manchas nem cáries no final do tratamento ou ao contrário. Tudo vai depender do seu esforço e cooperação. Nós não podemos controlar o tempo que você usa o aparelho removível, a sua escovação ou seu hábito alimentar. Somente orientá-lo. Com o uso incorreto dos aparelhos, má escovação, pouca cooperação, você não estará enganando o ortodontista mas sim a você mesmo. Quanto menor a cooperação, pior e mais demorado serão os resultados do nosso tratamento. Lembre-se sempre: quanto melhor você for como paciente, mais rápido chegaremos ao objetivo e melhores serão os resultados. Siga as instruções, compareça as consultas, dê o melhor de si. Imagine como ficarão os seus dentes... e eles poderão ficar como você imaginou. Juntos nós conseguiremos!

 

Ortodontia
Pastas de dentes (Dentifrícios)

 

 

Pastas de dentes (Dentifrícios)

1- Qual a função da pasta de dentes?
A efetividade da remoção da placa bacteriana é 70% maior quando se usa dentifrícios. Além disso, a formação de uma nova placa é reduzida em 45% com o uso da pasta de dentes. Embora os dentifrícios não sejam indispensáveis para a remoção da placa, tem-se comprovado a sua importância para garantir a limpeza e o polimento dental.

2-  Qual a quantidade de pasta de dentes ideal?
A quantidade de pasta só tem relevância quando se trata de crianças com menos de 6 anos de idade, que podem ingerir a pasta de dentes involuntariamente ao escovar os dentes. Uma quantidade pequena deve ser usada para reduzir a ingestão de flúor. Recomendamos a técnica transversal: ao invés de se colocar pasta em toda extensão da escova, cruza-se esta com o dentifrício. Isso é particularmente importante quando as crianças também bebem água fluoretada. Assim serão reduzidos os riscos de se adquirir fluorose dental (excesso de flúor no organismo que danifica o dente).


3-  Qual a diferença entre paste de dentes anti-cárie, ante-tártaro e anti-placa?
A anti-cárie contém flúor, e a anti-tártaro contém em acréscimo, substâncias que reduzem a formação do tártaro. Deve-se esclarecer que as pastas de dentes anti-tártaro não removem o tártaro mecanicamente no ato da escovação, o que deve ser feito pelo dentista especialista em periodontia; a pasta de dentes anti-tártaro interfere apenas na sua formação. As pastas anti-placa tem substâncias anti-microbianas que vão agir diminuindo os micro-organismos formadores da placa.

4- Quais os tipos de flúor e sua concentração nas pastas de dentes?
A adição de uma ou outra forma de flúor na pasta (mais comuns são: Fluoreto de sódio – NaF e Monofosfato de Flúor - MFP) varia de acordo com a substância abrasiva (são substâncias naturais ou sintéticas empregadas para desgastar, polir ou limpar os dentes) que esta contém. A indicação, levando em consideração a concentração de flúor, será feita de acordo com a idade. Crianças menores 3 anos necessitam de uma pasta dental sem flúor para essa faixa etária. Para crianças entre 4 a 6 anos, indicamos as pastas com 500ppm de flúor. De 7 anos em diante, indicamos pastas com concentração de 1100ppm de flúor. Encontra-se no próprio tubo da pasta a concentração de flúor bem como as indicações de acordo com a idade. A função do flúor é agir na prevenção da cárie e as diferentes concentrações e indicações tem a função de promover a prevenção sem causar danos ao paciente que faz o uso das mesmas.


5- Qual a função do bicarbonato de sódio nas pastas de dentes?
Por ser o bicarbonato de sódio uma substância alcalinizante e tamponante (que tem o poder de melhorar a acidez) hipoteticamente ele poderia neutralizar os ácidos produzidos na placa dental quando da exposição aos açúcares.

6- Existe diferenças na abrasividade das pastas dentais?
Existem pastas de abrasividade baixa, média e alta. Deve-se enfatizar que um abrasivo na pasta é fundamental para garantir a limpeza e o polimento dental. Desgastes e abrasão dental estão mais relacionados com o modo de escovar, o tipo de escova, as substâncias ácidas (refrigerantes, enxaguatórios, frutas ácidas) consumidas ou usadas antes da escovação do que com o poder do abrasivo por si só. Mas a indicação da abrasividade da pasta que deve-se usar deve ser feira por um cirurgião-dentista.


7- As pastas para a sensibilidade são efetivas? Qual a duração e efeito?
Estudos com as pastas para reduzir a sensibilidade demonstram que elas reduzem a sensibilidade. Mas essa redução vai depender do limiar de dor do paciente (sensibilidade para sentir dor), dieta com alimentos ácidos e o modo de escovar os dentes. Se o paciente possui um baixo limiar de dor (facilidade de sentir dor) geralmente só o uso da pasta para sensibilidade não resolverá 100% do problema. Nesses casos o paciente deve passar pelo tratamento com um cirurgião-dentista. A dieta ácida vai agir tirando da superfície dentária o elemento protetor contra a sensibilidade, ou seja, diminuirá a eficácia da pasta. Todo paciente com sensibilidade deve procurar um cirurgião-dentista para que seja indicado tanto a escova de dentes ideal como o modo de escovar os dentes. Para esses pacientes existe uma forma específica de movimentos para impedir que a sensibilidade aumente.


8- Como funcionam e quais os tipos de pastas clareadoras? Existem contra-indicações?
O princípio básico está no poder oxidante do peróxido de hidrogênio contido na pasta, que descora os dentes ao oxidar pigmentos dentais, promovendo assim uma “remoção” química. A princípio não há contra-indicações, mas à semelhança dos outros tipos de pastas, deve ser indicado pelo cirurgião-dentista. Bom lembrar que mulheres grávidas e no período de lactação (amamentando) ou pacientes com problemas de saúde geral devem evitar as pastas clareadoras, pois não existem estudos que comprovem os malefícios se usadas nesses pacientes.


9- Qual a pasta de dentes ideal?
De modo geral, a indicação é a pasta fluoretada, sendo que as demais recomendadas só em casos particulares, e é o cirurgião-dentista quem faz a indicação do melhor produto.


10- Qual a diferença entre pasta, gel ou creme dental?
A diferença está na substância que compõe esses produtos. O que vale ressaltar é a abrasividade desses produtos. Geralmente o gel é mais abrasivo que a pasta e o creme dental. Desta forma, quanto menor for a abrasividade da substância menor será os prejuízos na superfície do esmalte dos dentes.

Periodontia
Anestesia odontológica

 

 

1- O que é anestesia?
É o ato de suprimir (parar) os estímulos dolorosos através de um medicamento anestésico.

2- Qualquer pessoa pode tomar anestesia?
Antes disso, a pessoa deve responder a um breve questionário de saúde, padronizado pela ASA (Sociedade Americana de Anestesiologia), que determina o risco anestésico e cirúrgico. Com base em suas respostas, o profissional terá condições de informar se ela está apta a submeter-se a tratamento odontológico com anestesia. Mas, para seu conforto, já lhe adianto que esse procedimento é muito seguro e que a variedade de medicamentos disponíveis proporciona muita segurança.

3- Existe contra-indicação em anestesia odontológica?
Sim, e elas podem estar relacionadas ao agente anestésico ou ao vasoconstritor. Tanto o anestésico quanto o vasoconstritor são substâncias presentes na anestesia. Com relação ao vasoconstritor, os pacientes com pressão alta não tratada ou não controlada, doenças cardíacas graves, diabetes mellitus não controlada, hipertireoidismo, feocromocitoma (tumores), sensibilidade aos sulfitos e usuários de antidepressivos tricíclicos, compostos fenotiazínicos, cocaína e “crack”, têm limitações no uso de anestésicos.

4- Uma pessoa com 70 anos também pode tomar anestesia?
Com o passar da idade, muitas alterações podem aparecer, as quais podem contra-indicar ou não o procedimento. Como foi explicado no item acima, se o paciente apresentar algumas dessas alterações, o uso do anestésico pode estar temporariamente contra-indicado. Nesse caso, ele é encaminhado ao profissional médico habilitado e, após a sua liberação, o procedimento de anestesia é realizado.

5- Gestantes podem tomar anestesia?
Sim, o estado de gravidez não contra-indica o procedimento anestésico. Porém, se for possível, é mais aconselhável o uso da anestesia entre o terceiro e o sexto mês de gestação.

6- Existe o risco de choque anafilático?
Sim, porém é muito pequeno, uma vez que as respostas ao questionário de saúde orientam o profissional sobre o possível risco de choque anafilático.

7- Quais são os tipos de anestesia?
De uma maneira bem abrangente, a anestesia pode ser local ou geral. A anestesia local é administrada pelo cirurgião-dentista no próprio consultório. A geral deve ser feita pelo médico anestesista em hospital ou clínicas apropriadas.

8- O que é sedação consciente?
É um procedimento realizado pelo cirurgião-dentista e pelo médico anestesista, a fim de proporcionar maior conforto ao paciente, em casos de pacientes ansiosos ou com medo de ir ao dentista. Esse procedimento é realizado combinando-se a ação do anestesista (através de medicamentos relaxantes) com a do cirurgião-dentista (por meio de anestésicos locais), proporcionando conforto e eficiência anestésica em grandes procedimentos ambulatoriais.

9- Por que, às vezes, a anestesia demora mais para passar?
Provavelmente devido ao tipo de tratamento realizado. O profissional irá escolher o tipo de técnica, a quantidade e o medicamento. Nesse caso, quando o procedimento é simples, geralmente a anestesia passa rapidamente, ao contrário do que acontece em procedimentos longos, nos quais o profissional necessita de maior quantidade de anestésico.

10- Qual é a quantidade máxima de anestésico que se pode tomar?
Geralmente, os medicamentos são feitos para, em média, serem administrados 10 tubetes de anestésico em dose de segurança. Deve-se lembrar que o medicamento é composto pelo agente anestésico e pelo vasoconstritor. Em alguns casos em que está contra-indicado ou restrito o uso do vasoconstritor, a quantidade deve ser diminuída.

11- Como eu posso tomar uma anestesia sem dor?
Quando se pensa em anestesia, a primeira lembrança é o desconforto devido à picada da agulha, mas isso não mais ocorre. Hoje, com os cuidados pré-anestésicos que envolvem desde a utilização de medicamentos tranqüilizantes até o uso de anestésicos tópicos fortes, o incômodo do procedimento de anestesia diminuiu muito, chegando a não ser notado, dependendo da relação de confiança entre o paciente e o profissional.

O que é prótese dentária?

 

 

1- O que é uma Prótese Dentária?
São aparelhos protéticos reabilitadores no caso de perdas dentárias parciais ou totais, devolvendo assim estética, fonética (ato de falar) e função mastigatória.

2- Quais os tipos de Prótese Dentária?
Podem ser de três tipos: Prótese Parcial Fixa (cimentada), Prótese Parcial Removível (com grampos, pontes) e Prótese Total (dentadura).

3- Como elas são confeccionadas?
a) A Prótese Parcial Fixa pode ser feita de porcelana, cerômero (resina) ou metálica.
b) A Prótese Parcial Removível possui uma parte metálica e outra de resina que suportam os dentes artificiais, os quais substituem os dentes ausentes.
c) A Prótese Total é feita apenas de resina e dentes artificiais.

4- Qual tipo de prótese é melhor?
Todas são boas, já que devolvem a função mastigatória e estética ao paciente. Porém, vai depender da situação clínica existente na boca para que possamos fazer um planejamento do caso e assim indicar qual seria a prótese mais adequada para aquele paciente.

5- O que são próteses metal-free?
São próteses fixas livres de metal, ou seja, possuem apenas porcelana ou resina.

6- Qual prótese possui maior custo?
Geralmente a Prótese Fixa de porcelana (metal-free).

7- Qual prótese possui maior durabilidade?
A durabilidade de uma prótese não está ligada apenas ao tipo de material, mas também depende de um correto planejamento, confecção e do paciente. Após feita a instalação de uma prótese, o paciente deve estar ciente de que deve ter uma higiene bucal rigorosa no caso de prótese fixa e higiene da prótese também (além dos dentes) no caso de próteses removíveis, bem como visitas regulares ao dentista para avaliação da prótese e dos dentes remanescentes.

8- O que devo fazer antes de confeccionar uma prótese?
No caso das próteses fixas e parciais removíveis é necessário uma avaliação completa de todos os dentes remanescentes para sabermos se estes têm condições de suportar uma prótese. É realizada uma profilaxia (limpeza) dos dentes inicialmente, realizadas restaurações quando necessárias, caso exista dentes indicados para extração, a cirurgia também é feita nessa etapa. Sendo assim, a prótese é a última etapa do tratamento.

9- Como é a adaptação da prótese total (dentadura) após sua instalação?
Depende de cada pessoa, mas geralmente não é uma adaptação muito rápida. Nos primeiros dias a alimentação tem que ser mais cuidadosa, pode acontecer de machucar em alguns lugares, por isso é importante o controle posterior à colocação da prótese.

10- Porque a dentadura na parte de baixo não pára?
Geralmente o rebordo gengival costuma ser mais fino na mandíbula. Nesse caso fica muito prejudicada a retenção da prótese. Ás vezes, temos um pouco mais de retenção usando fixadores de dentadura.

11- Como devo higienizar as próteses removíveis?
Pode usar pastilhas efervescentes que existe no mercado como o corega tabs, fazer a higiene com creme dental e escova dental (procurar usar outra escova sem ser aquela usada para a escovação dos dentes). No caso de dentaduras pode-se diluir ½ copo de cloro (água sanitária) com ½ copo de água e deixar a prótese mergulhada nessa solução por algumas horas. Pode-se fazer esse processo de 15 em 15 dias, além de escovar a dentadura com escova própria para isso.

12- Minha dentadura caiu e quebrou, e agora?
Primeiramente é necessário procurar o dentista para ele avaliar se há possibilidade de conserto ou se deverá confeccionar uma nova prótese.

13- Porque é importante colocar os dentes que estão faltando?
A perda de um dente somente já acarreta uma série de prejuízos, como estética, mastigação, perda de espaço, entre outras. Quanto antes procurar o tratamento reabilitador melhor será o resultado final.

14- Enquanto a prótese é confeccionada, o que eu uso para não ficar sem os dentes?
Durante todo o processo de confecção das próteses que envolvem várias etapas, o paciente fica com uma prótese que chamamos de provisória. Assim, ele não fica sem dente e não tem nenhum prejuízo estético ou mastigatório. No caso de próteses removíveis, o paciente que já as possuem podem permanecer com ela durante a confecção da nova prótese.

15- O que é Prótese Imediata?
É uma dentadura que confeccionamos quando o paciente possui ainda alguns dentes, porém os mesmos estão perdidos e devem ser extraídos. Nesse caso para que o paciente não fique sem dentes, assim que são retirados os dentes naturais, a prótese já está pronta e é instalada na mesma hora. É importante lembrar que essa prótese é considerada provisória, pois depois de algum tempo ocorre uma reabsorção óssea e geralmente ela fica solta. Nessa fase é confeccionada uma nova prótese com adequada adaptação.

Prótese
Escovas de dentes, como elas devem ser?

 

 

 

1- Qual a importância da escovação dos dentes?
Para a prevenção da cárie e a doença periodontal (doença na gengiva), é necessário que se faça uma completa remoção da placa bacteriana, a principal causadora dessas doenças, através de uma escovação correta e eficiente.

2- A escova dura parece que limpa melhor os dentes. Seu uso pode prejudicá-los?
A escova ideal para dentes naturais deve ser macia ou extramacia porque, para uma boa escovação dental, é necessário escovar a gengiva, e escovas duras, além de machucarem a gengiva, podem desgastar os dentes, provocando sensibilidade e provocar a retração gengival, que pode afetar a estética do sorriso e também provocar dor.

3- Que marca de escova devo comprar? De quanto em quanto tempo devo trocar a escova de dentes?
Deve-se comprar uma escova que atenda às seguintes especificações: cabeça pequena, cerdas macias e arredondadas e tufos concentrado e paralelos com o cabo da escova. Pode-se escolher e usar praticamente todas as marcas comerciais que têm uma boa qualidade.
Uma escova de dentes macias ou extramacias costumam durar no máximo 3 meses, dependendo de cada indivíduo. Pacientes que usam aparelho ortodôntico fixo, por exemplo, a escova tem duração de no máximo 30 dias. Após esse período, as cerdas começam a abrir e perder sua efetividade.

4- Existem uma escova de dentes apropriada para cada idade?
Atualmente é preconizado o início da escovação logo após o aparecimento do primeiro dente de leite na boca do bebê; a escova indicada, embora tenhamos poucas opções no mercado nacional, é uma escova extra macia em forma de dedal, que vai facilitar, para os pais, a limpeza dos primeiros dentes e massagem da gengiva.
A partir dos 3 anos, a criança gosta, ela mesma, de fazer a escovação; nesse caso deve ser usada uma escova com a cabeça pequena, cerdas macias e arredondadas e cabo mais grosso para facilitar que a criança segure com firmeza e que tenha uma proteção ao longo eixo do cabo, para evitar acidentes; um adulto, entretanto, deve acompanhar e complementar a escovação
A partir dos 7 anos, a criança quase sempre já consegue realizar a escovação sozinha, embora deva haver supervisão de um adulto. A escova, para essa idade deve ter cabeça pequena, cerdas macias ou extra macias e arredondadas e cabo robusto, que facilite a empunhadura da escova pela criança.

5- O que é escova interdental?
A escova interdental tem sido utilizada para a limpeza sob próteses fixas, portadores de aparelhos ortodônticos fixos e também no caso de paciente que tiveram doença periodontais que perderam o osso ao redor dos dentes e por esse motivo perderam a papila (gengiva em forma de triângulo entre os dentes). Para quem não teve perda óssea, a escova interdental poderá forçar a gengiva e provocar uma lesão por trauma; assim, neste caso, o uso do fio dental é mais aconselhável.

6- As escovas elétricas podem substituir as escovas comuns?
Normalmente as escovas elétricas têm sido indicadas a pacientes especiais que tenham algum tipo de dificuldade motora para fazer o uso da escova comum e especialmente a pacientes geriátricos (terceira idade) que tenham alto risco à carie radicular e também a doença periodontal. O uso da escova elétrica nesses casos serve de estímulo para que o paciente mantenha sua saúde bucal mesmo tendo dificuldades motoras. Quando forem indicadas, é importante salientar que as escovas sejam macias ou extra macias e, se possível, que tenham movimentos elípticos durante o seu uso.

7- Quem tem doença periodontal necessita de escova especial?
E essas pessoas indica-se a uso de escova com cerdas extra macias, escovas interdental e tipo tufo, que escovam dente a dente, fazendo uma remoção mais eficiente da placa bacteriana, causadora também da doença periodontal.

8- E quem usa aparelho fixo?
A instrução e a motivação do paciente são os principais meios de prevenção, constituindo-se as escovas especiais como a bitufo e interdental e a escova convencional os meios auxiliares no controle da higienização.

9- Qual melhor escova para as próteses dentárias?
Atualmente existem no mercado algumas escovas específicas para escovar as próteses; são maiores que as escovas de dentes comuns, tem cerdas duras, e o desenho adequado ao formato das próteses. Caso não se achem as escovas específicas, pode-se simplesmente utilizar uma escova dental dura.

10- Quanto tempo deve durar cada escovação?
Ë necessário que não haja pressa; devemos caprichar na escovação realizada à noite, antes de dormir, limpando todos os dentes: primeiro com o fio denta e, em seguida, com a escova de dentes. Esse processo deve demorar cerca de 10 minutos.

11- Quantas vezes por dia é necessário escovar os dentes?
Indica-se a escovação pelo menos 4 vezes ao dia: ao acordar, após o almoço, após o jantar e antes de dormir. Mas na verdade, deve-se escovar os dentes todas as vezes que nos alimentamos, inclusive após aquelas “beliscadinhas” entre as refeições principais. Lembrando que após ingerirmos alimentos e bebidas com açúcar escovar os dentes é uma necessidade.

Periodontia
Os antibióticos danificam os dentes?

 

 


1- Antibiótico causa cárie no dentes?
Não. Apesar de frequentemente pessoas relacionarem a presença de lesões de carie com o uso de antibióticos, principalmente durante a infância, os medicamentos antibacterianos não estão entre os fatores causadores da cárie.

2- Por que é comum as pessoas relacionarem o uso de antibióticos com a cárie dentária?
Alguns pesquisadores afirmam que essa relação é percebida pela população devido ao efeito do antibiótico sobre os microorganismos. Para algumas pessoas, na medida em que os antibióticos destroem os microorganismos, eles também poderiam destruir os dentes. Outra possível explicação para tal relação pode ser devido à utilização em um passado recente do antibiótico tetraciclina em crianças, que levou a manchamentos nos dentes, os quais poderiam ser percebidos pela população como cárie.

3- A tetraciclina mancha os dentes?
O antibiótico tetraciclina, quando utilizado no período em que os dentes estão sendo formados (dentes de leite anteriores: da metade da gravidez até 2-4 meses de vida; dentes permanentes anteriores: até 5-7 anos de idade) pode induzir a formação de manchas de coloração amarelada ou marrom-acinzentado na estrutura do dente. É importante ressaltar que essas alterações só ocorrem se a tetraciclina for utilizada no período em que os dentes estiverem em processo de formação. Seu uso quando os dentes já estão formado ou mesmo presentes na boca não causa efeito algum aos dentes.

4- Então, apenas a tetraciclina pode causar efeitos negativos no dente?
É importante refletirmos sobre 3 pontos:
Primeiro: Os antibióticos e demais medicamentos, como xaropes, prescritos para crianças, geralmente apresentam sob a forma de suspensões adocicadas, frequentemente com sacarose (um tipo de açúcar) para serem mais facilmente aceitas pelo paciente infantil.
Segundo: Além da presença do açúcar, muitos medicamentos também apresentam alta acidez, favorecendo a perda da porção mineral da estrutura do dente.
Terceiro: Pais e crianças enfermas geralmente são menos rigorosos com a higiene bucal dos seus filhos.
Assim a criança que toma um medicamento adocicado e ácido, de 6 em 6 horas ou de 8 em 8 horas, inclusive de madrugada, e com a escovação negligenciada, certamente apresentará maior risco de ter problemas nos dentes; principalmente se essa condição se mantiver por um longo período de tempo. Sob essas circunstâncias, o uso de qualquer medicamento pode aumentar o risco de desenvolvimento da cárie.

5- Então, o que causa problemas nos dentes não é o antibiótico, mas a forma como ele á administrado?
Isso mesmo. O que pode aumentar o risco de problemas dentários não é i principio ativo do medicamento, e sim a forma como ele é administrado: soluções adocicadas e/ou ácidas. Se o mesmo medicamento fosse administrado na forma de cápsula, comprimidos ou injeções, haveria risco menor de prejuízo aos dentes.

6- Existem alguma maneira de diminuir a ação negativa do medicamento utilizado na forma se suspensão para crianças?
Sim. Os possíveis danos dentários decorrentes do uso de medicamentos açucarados pedem ser anulados facilmente com a adoção de hábitos simples e eficazes: realizar a higiene da boca com escovas, pasta e fio dental após cada dose da medicação.
No caso de bebês, limpar os dentes com uma fralda de tecido ou gaze umidecida em água filtrada.
No caso de medicamentos ácidos, o ideal seria que eles fossem dados às crianças após a higiene bucal, pois as bactérias que causariam a cárie nos dentes e a inflamação gengival estão na placa bacteriana, que acumula ao redor dos dentes quando estes não estão limpos.

Odontopediatria
A utilização de fio/fita dental na prevenção de doenças bucais

 

 

 

1- Qual a importância da prevenção na odontologia?
As lesões provocadas pela cárie e a doença periodontal constituem grandes desafios na Odontologia, pois são manifestações que acometem a cavidade bucal com grande frequência nos indivíduos de diversas faixas etárias. O fio/fita e escova de dentes atuam contra a instalação dos microorganismos presentes no biofilme e que habitam dentes e tecidos periodontais (gengiva).

2- Existe diferença entre o fio e a fita dental?
Não existe diferença entre os tipos de fio e fita dental com relação à capacidade de limpeza, ou seja, remoção da placa bacteriana. Contudo, utiliza sempre o produto que proporcione maior conforto e segurança.

3- Quais são os tipos de fio/fita dental?
Existem fios/fitas dentais de nylon, encerados ou não, com uma grande variedade de sabores. Uma outra opção, porém mais cara, é o fio/fita de filamento único que desliza mais facilmente entre os dentes, mesmo quando há pouco espaço.

4- Para que serve o fio/fita dental?
O fio/fita dental, juntamente com a escova de dentes, são métodos auxiliares de prevenção de doenças e higiene bucal.

5- Quais são as áreas em que o fio/fita dental promove limpeza?
Os dentes estão separados um dos outros por um contato mínimo. O fio/fita dental quando manipulados adequadamente pelo paciente ou responsável removem resíduos alimentares e a placa bacteriana depositada entre os dentes.

6- Como o fio/fita dental deve ser utilizado?
Enrole a maior parte do fio/fita dental nos dois dedos médios, deixando entre eles cerca de 4 cm de fio/fita. Segure o fio/fita esticado entre os polegares e os dedos indicadores, fazendo-o deslizar suavemente para cima e para baixo entre os dentes. Com suavidade, certifique-se que o fio/fita está abaixo da linha da gengiva, porém não faça um movimento repentino nem force, pois poderá machucar a gengiva. Utilize secções limpas de fio/fita dental quando passar de um dente para o outro.

7- A utilização do fio/fita dental dispensa a escovação dos dentes?
Não. O fio/fita é um coadjuvante adicional à prática de escovar os dentes. O biofilme dentário, também chamado de placa bacteriana, somente é removido mecanicamente, ou seja, pela escovação eficiente. Dessa forma, o uso de fio/fita dental complementa a boa escovação.

8- O fio/fita deve ser utilizado todos os dias?
Sim. O fio/fita dental deve ser utilizado todos os dias após as refeições, sobretudo antes da escovação. Como para a maioria das pessoas o fio/fita dental á um hábito novo, uma boa maneira de estabelecer novos hábitos é associá-los a hábitos já estabelecidos como a escovação. Portanto, o risco de deixar de escovar os dentes é muito pequeno, ainda que a escovação fique para o final da limpeza, depois de usar fio/fita dental.

9- Como utilizar o fio/fita dental em dentes com aparelho ortodôntico?
Utilizar diariamente o fio/fita dental não é uma tarefa fácil, sobretudo em pacientes que estão de aparelho ortodôntico fixo. Contudo, alguns dispositivos, como o passa fio/fita dental são úteis na execução da limpeza entre os dentes.

10- Quando passo fio/fita dental entre os dentes o mesmo desfia ou a gengiva sangra. É normal?
Não. Esse pode ser um sinal que decorrente de fatores como: lesão de cárie, fraturas de esmalte, restauração mal adaptadas, inflamação na gengiva entre outros. Nesse caso, recomenda-se que o paciente procure um cirurgião-dentista para diagnosticar e tratar o problema.

11- E o fio/fita dental com flúor?
É indicado para pacientes que apresentam alto risco de ter cárie. O flúor é uma substância que previne a cárie, auxiliando a (re)mineralização do esmalte do dente.

Periodontia
Higiene bucal em pacientes que usam aparelhos ortodônticos

 

 

1- Porque durante o tratamento ortodôntico com aparelho fixo a higiene bucal é difícil?
A instalação do aparelho ortodôntico fixo e a presença de braquetes (peças coladas nos dentes), bandas (anéis cimentados nos dentes), fios e demais acessórios fazem com que aumentem áreas que retém os alimentos, provocando, assim, um maior acúmulo de placa bacteriana.

2- O que é placa bacteriana?
É uma película de cor branca, cinzenta ou amarelada que se adere ao dente, em volta dos braquetes, e é constituída de restos de alimentos, microorganismos, células descamadas. A falta de higiene bucal faz com que ela se torne espessa e de difícil remoção.

3- O tipo de alimentação interfere na higiene bucal e no bom andamento do tratamento ortodôntico.
Sim. Deve-se evitar a ingestão de alimentos açucarados e pegajosos: balas, pirulitos, chicletes, que prejudicam os dentes, aumentando o risco de contrair a doença cárie. Evitar também ingestão de alimentos duros como: a pipoca, o amendoim, a pururuca, o torresmo e as frutas como a maçã e a pêra, que devem ser cortadas em pedaços, pois o impacto da mordida com esses alimentos pode danificar e até mesmo quebrar o aparelho.

4- É verdade que o aparelho fixo mancha as dentes?
Não. O que pode acontecer é a falta de higiene do pacientes provocar uma acúmulo de placa bacteriana (ver resposta 2), principalmente ao redor dos braquetes (peças do aparelho). Como a placa concentra restos alimentares e microorganismos vivos, vai haver uma deterioração da superfície do esmalte que está em contato com essa placa, provocando manchas brancas ou marrons e, posteriormente, cáries.

5- Como proceder com a higiene para que, durante o tratamento ortodôntico com aparelho fixo, não ocorram cárie e a gengiva de mantenha saudável?
Os pacientes que usam aparelhos ortodônticos fixos devem ter atenção redobrada quanto à higiene (escavação e fio dental), controlo constante da dieta, evitando alimentos açucarados e pegajosos e seguir as orientações dadas pelo ortodontista como: o uso de escovas específicas, passa-fio (utilizado para ajudar passar o fio-dental entre as peças e fio do aparelho) entre outras formas de melhorar a conduta diante dos cuidados de limpeza da sua boca e aparelhos.

6- Em relação aos aparelhos removíveis?
Recomenda-se, além da higiene dos dentes, a do aparelho com a mesma freqüência (para informações específicas sobre cuidados com aparelhos removíveis acesse este site clique em Novidades e logo após clique em Orientação ao paciente que usa aparelho removível.

7- Qual escova dental recomendada?
A escova dental apropriada é aquela com cerdas arredondadas e macias. Existem no mercado escovas dentais próprias para a higiene do aparelho fixo, com pequenos tufos (unitufo ou bitufo), com cerdas recortadas em forma de cone ou cilindro para facilitar a limpeza dos braquetes. A vida útil das escovas dentais dos pacientes ortodônticos é menor. Portanto, ela deve ser substituída sempre que necessário.

8- Qual o creme dental recomendado?
Os cremes dentais ou dentifrícios possuem valor cosmético (creme, unguento) e valor terapêutico (flúor e substâncias antibacterianas). Os dentifrícios do mercado brasileiro contêm flúor em condições de inibir o desenvolvimento da cárie e tornar as camadas mais superficiais mais resistentes. Portanto, a maioria dos cremes dentais no mercado podem ser utilizados com segurança.

9- Qual a técnica de escovação recomendada?
A duração da escovação é importante Existem diferentes técnicas que devem ser ajustadas individualmente aos pacientes. A escovação horizontal (vai-e-vem) deve ser evitada, pois ela machuca a gengiva e provoca desgastes nos dentes (erosão). Os movimentos com a escova partindo da gengival em direção aos dentes, como se estivessem “varrendo” e, ao mesmo tempo, massageando a gengiva, ajuda a remover a placa bacteriana e a manter a gengiva saudável.

10- Além da escova de dentes, quais outros procedimentos que são utilizados para melhorar a higiene?
O uso do fio dental é muito importante. Deve-se usar o passa-fio (uma agulhinha de plástico), para ajudar a passar o fio ente os dentes. O uso de bochechos com soluções fluoretadas (flúor de sódio a 0,05%, 1 vez ao dia, de preferência a noite após a última escovação antes de dormir) auxilia na proteção do esmalte dos dentes e inibe a aderência de placa bacteriana. Essa solução não deve ser engolida e não conter álcool. Sempre que possível, os pacientes devem levar ao consultório suas escovas para praticar a escovação sob supervisão do ortodontista.

Ortodontia
Tratamento ortodôntico em pacientes com problemas periodontais

 

 

1- Meus dentes estão com mobilidade e mudando de posição rapidamente. Vários espaços estão aparecendo entre eles. Porque isso acontece?
Pequenas alterações no posicionamento dos dentes ocorrem durante toda vida, sendo que as mais frequentes são as rotações dentárias, a abertura de espaço entre os dentes e o apinhamento, principalmente no arco inferior. Esse processo, porém, é lento, mas a mudança rápida do posicionamento dentário pode ser decorrente de perdas dentárias ou processos patológicos como a doença periodontal, que pode ocorrer em indivíduos de qualquer idade, desde a adolescência.

2- Quais os sintomas dessa doença e como ela é causada?
Os sintomas primários da doença periodontal, são os sangramentos gengivais durante a escovação ou a mastigação, podendo aparecer também, conforme o processo patológico evolui, pus e mobilidade dentária. A causa da doença periodontal é multifatorial, ou seja, vários fatores contribuem para o aparecimento: má higiene, presença de placa bacteriana, fatores hereditários e baixa resistência imunológica.

3- Quais as conseqüências dessa doença?
A consequência mais grave é a perda óssea, minando o suporte dentário e, consequentemente, provocando mobilidade. Em longo prazo, se a doença não for tratada, os dentes são perdidos.

4- É possível reposicionar os dentes com aparelhos ortodônticos quando se tem a doença periodontal?
Sim, é possível, desde que alguns cuidados adicionais sejam tomados. No pedido da documentação ortodôntica, as radiografias periapicais da boca toda constituem o diagnóstico mais importante. Antes de qualquer intervenção ortodôntica, o paciente deve ser encaminhado ao periodontista para que sejam realizadas instruções de higiene, raspagem e curetagem gengival e, em determinados casos, até alguma intervenção cirúrgica. Feito isso, o tratamento ortodôntico poderá ter início, sendo que o paciente deverá realizar controles no periodontista em intervalos regulares de a 4 meses durante o tratamento.

5- O movimento ortodôntico poderá causar maior perda óssea?
Não, desde que o osso e gengiva sejam mantidos com saúde. O osso presente responde da mesma forma que em pacientes normais. Daí o controle periódico por parte do periodontista ser tão importante. Se for negligenciado esse aspecto e houver presença de inflamação durante a movimentação ortodôntica , aí então o processo da perda óssea será agravado.

6- Então não existem limitações nessa modalidade de tratamento?
Existem. Apesar de não ocorrerem perdas ósseas adicionais, o fato de apresentar suporte ósseo reduzido provoca sobrecarga de força no ápice da raiz durante a movimentação, predispondo o dente à reabsorção do ápice radicular. Para reduzir esses efeitos indesejados devem ser usadas forças leves na movimentação, deve-se aumentar o intervalo entre as ativações e evitar grandes movimentos de corpo, que ocorrem principalmente nos casos em que são planejadas extrações com futuro fechamento de espaço.

7- Ao final do tratamento ortodôntico será necessário algum outro aparelho para estabilizar os resultados?
Sim, ao final do tratamento ortodôntico frequentemente se usa o aparelho removível superior e um fio colado nos caninos inferiores. No caso de pacientes que apresentam perdas ósseas, essas contenções devem ser permanentes, ou seja, para vida toda, e os controles periódicos no periodontista devem continuar, pois a possibilidade de recorrência da doença permanece e pode ser evitada com esses cuidados.

 

 

Ortodontia
Hábitos bucais de chupar chupeta e dedo, o que fazer?

 

 

 

1- O que é preciso saber sobre hábitos bucais?
O hábito é a repetição de um ato (por exemplo, sucção de chupeta), com uma determinada finalidade (por exemplo, carência afetiva). Alguns hábitos, com o decorrer do tempo, podem-se tornar indesejáveis; dentre eles, podemos citar o uso da mamadeira e da chupeta e a sucção dos dedos.

2- Por que é preciso se preocupar com eles?
A sucção do dedo, chupeta ou mamadeira é um fator que pode interferir no desenvolvimento da criança, podendo levar a alterações bucais, tais como: mordida aberta, mordida cruzada, inclinação dos dentes, diastemas, alterações no padrão de deglutição etc.

3- Essas alterações sempre ocorrem?
Não. O hábito precisa de certa intensidade e freqüência ao longo do tempo para promover alterações.

4- O que se pode fazer para prevenir essas alterações?
A criança com até 2 anos de idade encontra-se na fase oral, em que a satisfação é encontrada na cavidade bucal. Portanto, a sucção é muito importante. Em algumas crianças essa necessidade é maior. O importante é não deixar o hábito se tornar um vício.
Esses hábitos devem ser removidos o quanto antes, e de forma gradativa, para que não altere o equilíbrio psicológico e físico da criança.

5- Caso existam alterações, o que pode ser feito?
A odontopediatra orientará o que for melhor para cada caso, podendo encaminhar para outros profissionais, como o fonoaudiólogo e o psicólogo.

6- Sempre é necessário o uso de aparelho?
Não. Quando o hábito é removido aos 3 ou 4 anos de idade, alterações como a mordida aberta podem-se auto corrigir.

7- É necessário o uso de chupeta?
Algumas crianças não fazem a sucção devida na amamentação,sentindo necessidade de complementação com a sucção da chupeta ou dedo.

8- Como remover o hábito?
Sempre que possível, devemos conversar com a criança, explicando o porquê da remoção, fazendo reforços positivos, motivando com muito amor e compreensão. Deve-se usar muita criatividade, procurando distrair a criança.

9- Como remover a mamadeira?
Podemos ir diluindo, com água, o leite da mamadeira, deixando-a menos saborosa, até que fique só água. Motivar a criança a usar o copo com bico especial, com desenhos etc. A criança pode estar utilizando o bico da mamadeira só para succionar, sem ter necessidade de ingerir o leite.

10- Como remover a chupeta?
Desde o nascimento, a criança não deve ser acostumada a ficar o tempo com a chupeta na boca, ela deve ser dada apenas em momentos de tensão; dessa forma, ele não ficará viciada no seu uso. Nunca oferecer mais de uma chupeta por vez e nunca a deixar pendurada na roupa da criança, evitando que fique sempre à sua disposição. Quando o bebê adormecer, remover a chupeta da boca. Com esses cuidados, naturalmente a criança deixará de necessitar da chupeta. Caso já existam alterações bucais, deve-se procurar o profissional, o hábito deve ser removido o quanto antes, sempre se rejeitando a individualidade da criança, procurando mostrar-lhe o problema causado e incentivando-a a largar a chupeta.

11- Como remover o hábito de sucção do dedo?
Devemos evitar a instalação do hábito de sucção de dedo, pois a sua remoção é mais difícil, já que o dedo esta sempre à disposição. Muitas vezes, é necessário o auxilio do psicólogo, pois o componente emocional é maior.

12- É preciso procurar ajuda profissional?
O profissional tem um papel importante na orientação e remoção desses hábitos. Ele ajuda os pais, orientando sobre qual melhor a conduta e maneira de conversar com a criança, evitando a chantagem, a punição e a repressão. O profissional motivará a criança com modelos, fotos pastas de motivação, histórias etc.

Ortodontia
Gravidez e odontologia; mitos e verdades

 

 

 

1- Existem modificações na boca durante a gravidez?
A uma crença popular em que as mulheres grávidas apresentam maior perda dental e maior número de cáries que mulheres não gestantes. A razão para perda dos dentes é, no mínimo, a aumentada atividade cariogênica durante a gravidez é a mesmo que durante qualquer outra época da vida, ou seja, a negligência com a higiene oral. Isso acontece principalmente no período pós-parto devido aos intensos afazeres devido ao nascimento da criança.
Porém, por ocorrer durante o período da gravidez modificações físicas e fisiológicas em todo organismo e em toda boca, há a possibilidade de ocorrer algumas alterações orais.
Entre elas esta a gengivite gravídica que é uma resposta inflamatória exagerada em relação a fatores irritantes que causam a gengivite comum. A sua prevenção é simples, bastando realizar meticulosa a higiene oral, (escovação e uso de fio dental) e sempre realizar acompanhamento com cirurgião dentista. Pode ocorrer também o aumento da mobilidade dentária, do fluido gengival e da profundidade da bolsa por alterações no equilíbrio hormonal, porém essas três alterações reduzem-se normalmente após o parto.
Outras mudanças que ocorrem na cavidade oral são os aumentos da salivação e o aparecimento de pigmentação que ocorre geralmente nos lábios (manchas nos lábios) devido às modificações hormonais.

2- Posso realizar algum tipo tratamento odontológico durante a gravidez ou amamentação?
O tratamento de rotina deve ser evitado durante e gestação e para evitar situações de emergência odontológicas, é altamente recomendável a realização de tratamento odontológico e check-up prévios à gestação.
Porém, em situações de urgência odontológica, como nos casos de pulpite, abscesso, entre outros, deve-se realizar o tratamento independente do período gestacional, mesmo tendo consciência que o segundo trimestre da gravidez é o período de escolhas para realização de procedimentos odontológicos. E, se for necessária a realização de exame radiográfico, deve-se informar ao cirurgião dentista sobre a gravidez, assim ele poderá proteger a paciente com avental de chumbo e tomar outras precauções, tornando o risco pra o feto praticamente nulo.
A necessidade do uso de medicamentos será avaliada pelo cirurgião dentista e a auto medicação NUNCA deve ser realizada, pois tomar medicamentos sem conhecimento do médico ou cirurgião dentista pode ser perigoso para gravidez. É importante salientar que durante a amamentação o lactante também recebe os medicamentos administrados à mãe, já que a grande maioria das drogas é excretada pelo leite materno, em menor ou maior grau. Além de que o lactante apresenta condições que o tornam mais suscetível aos efeitos das drogas, por apresentar baixo peso corpóreo e rins e fígado imaturos, tornando sua capacidade de eliminar droga menor que do organismo materno e podendo ocorrer acúmulo de drogas.

3- É verdade que o flúor fortalece os dentes do bebê?
A ingestão de flúor durante fase de calcificação dos dentes constitui um método de prevenção de cárie dentária de eficácia sobejamente demonstrada, sendo o melhor veículo de administração à água que determina a redução de cárie dentária da ordem de 60% atravessando a placenta e se fixando no feto em desenvolvimento nos ossos e dentes. Porém, o flúor pré-natal não tem valor na prevenção de cárie dos dentes permanentes, assim, ao nascer, a criança continuará receber flúor.

Odontopediatria
Cuidados com os dentes de leite

 

 

 

 

1- Quando nascem os dentes de leite?
Por volta do sexto mês, mas pode haver antecipação para o terceiro ou quarto mês.Geralmente, a dentição do bebê completa-se entre o vigésimo quarto e o trigésimo sexto mês.

2- O bebê sente dor quando nascem seus dentes de leite?
O surgimento dos dentes é uma ocorrência natural, portando não provoca dor, nem sangramento. Entretanto, alguns sintomas podem aparecer: aumento da saliva devido à maturação das glândulas salivares e a dificuldade que o bebê tem de engolir a saliva produzida; diarréia, em conseqüência a distúrbio gastrintestinal causado pela contaminação de objetos levados à boca pelo bebê sucção de dedos, principalmente em condição de higiene inadequada; febre “baixa e passageira”, provocadas por substâncias que regulam a temperatura corpórea, liberados durante o rompimento da gengiva; irritação local provocada pela pressão dos dentes na gengiva(não requerendo medicação alguma).

3- Os mordedores ajudam na erupção dos dentes?
Existem mordedores macios que contém um gel no seu interior e que devem ser mantidos na geladeira. Esses mordedores, quando utilizados pelos bebês, alivia a irritação da gengiva causada pela pressão dos dentes em erupção. Se eventualmente a irritação for grande, um anestésico tópico não irritante-aplicado 3 a 4 vezes por dia- também pode dar alívio temporário, desde que prescrito corretamente, já que ele pode ser tóxico e sua absorção é rápida.

4- É necessário escovar os dentinhos do bebê?
Sim.É importante fazer a higiênização mesmo antes da erupção dos primeiros dentinhos.Para tanto, pode ser usada uma dedeira ou gaze embebida em água filtrada que pode ser esfregada delicadamente na gengiva.Após a erupção dos primeiros dentinhos, uma escova apropriada com cerdas reduzidas e macias deve ser usada, principalmente após as refeições.

5- O bebê pode usar creme dental?
Quando erupcionam os primeiros dentinhos, pode-se utilizar escova de dente somente molhada em água. Quando o bebê estiver com maior número de dentes, o creme dental deve ser usado em pequena quantidade, o equivalente a um grão de ervilha ou até mesmo, visto que os bebês engolem cerca de 70% do creme durante a escovação; como o creme contém flúor, o excesso ingerido pode provocar fluorose, alterando a cor dos dentes.

6- E se o bebê não deixar escovar os dentes?
A mãe precisa ter paciência e tentar transformar a escovação em uma brincadeira divertida.Usar uma escova colorida ou cantar uma musiquinha acompanhando os movimentos da escova pode ajudar.É interessante que o bebê a veja escovando os próprios dentes.

7- Que tipo de mamadeira usar para os bebês que não podem ser amamentados no peito?
Existem mamadeiras que possuem bicos muito semelhantes ao seio materno e garantem o posicionamento da língua durante o aleitamento.O furinho do bico deve ser estreito para forçar o bebê a sugar, o que estimula a musculatura e o crescimento da mandíbula.A posição em que o bebê toma sua mamadeira também é importante: ele deve estar inclinado e nunca completamente deitado.

8- A mamadeira e a chupeta podem alterar o posicionamento dos dentinhos?
Todo hábito quando prolongado prejudica o posicionamento da língua e a musculatura bucal. Deve ser planejado eliminar da rotina do bebê a chupeta e a mamadeira o mais cedo possível, até no máximo os três anos.

9- Antibióticos prejudicam a dentição?
Depende. Todo antibiótico ou medicamento, quando administrado, deve estar em dose adequada e sob supervisão médica e/ou odontológica. Mas a grande maioria dos antibióticos não causam danos a estrutura do dente. Mas a sua forma de adminustração pode auxiliar no apareciemento da cárie. Leia no nosso site o artigo sobre antibióticos.

10- Os bebês podem ter cárie?
Sim. O hábito de o bebê ser alimentado ou amamentado com mamadeiras de leite, chá ou qualquer líquido contendo açúcar ou mel durante o sono, principalmente à noite, pode provocar à cárie de mamadeira ou aparecimento precoce. Se não houver higiênização nesse período, esse tipo de cárie acomete os dentes rapidamente, pois, durante o sono, o fluxo salivar diminui. Os primeiros sinais da cárie de mamadeira constituem manchas brancas e opacas que muitas vezes passam despercebidas pelos pais.

11- Quando deve ser a primeira consulta do bebê ao dentista?
A primeira consulta deve ser feita antes mesmo do aparecimento dos primeiros dentes. Uma consulta agradável, em um ambiente amistoso, ajudará o estabelecimento de um vínculo afetivo com o dentista; também é importante um programa de educação e medidas preventivas que evitem o aparecimento de cárie e doenças gengivais.

Odontopediatria
Pacientes especiais

 


1- O que é um paciente especial, e como o dentista deve capacitar-se para atender as suas necessidades?
Pacientes especiais ou portadores de necessidades especiais são indivíduos que apresentam desvios no padrão de normalidade de sua condição física, mental, orgânica e/ou de sociabilização. Essa condição pode ser de caráter transitório (ex.:gravidez) ou (ex.:paralisa cerebral).
O dentista que se propõe atender pacientes especiais precisa ter conhecimento das características e particularidades desses indivíduos. Para essa finalidade, existem vários cursos, estágios e literatura científica que capacitam os profissionais para o tratamento odontológico. O consultório é basicamente semelhante aos outros, porém, há necessidade de espaço físico adequado (rampa, portas, corredores amplos) e, muitas vezes, instrumentos odontológicos de tamanho reduzido.

2- Qual a real necessidade de tratamento odontológico em um paciente especial com comprometimento severo?
Todo indivíduo, mesmo aquele mais comprometido, deve ter boas condições bucais para que sejam evitadas complicação na função de mastigação e deglutição, assim como para evitar focos de inflamação e infecção que causam dor e podem afetar outros órgãos e, finalmente, à saúde geral do indivíduo.

3- A partir de que idade um bebê especial deve ir ao dentista?
Assim como um bebê normal, o bebê espacial deve ir ao dentista antes mesmo de ter “nascido” o primeiro dente de leite, para que o profissional institua um programa de prevenção à cárie e a outras doenças bucais.

4- Que tipos de cuidados caseiros os pais ou responsáveis devem ter para melhorar as condições bucais desses pacientes?
Os cuidados caseiros são essenciais para a prevenção de várias doenças. O primeiro cuidado básico é referente à higiene, que deve ser efetuada após as refeições. Se for necessário, o paciente pode lançar mão de recursos especiais, como escovas com adaptadores, dedeiras, passa-fio etc. O segundo cuidado é referente à dieta, que deve ser nutritiva, evitando os alimentos ricos em açucares e os pastosos.
Os horários corretos das refeições precisam ser observados. Medicamentos com muito açúcar, salvo contra indicação médica, devem ser dados junto com as refeições. Como terceiro cuidado básico, ressalta-se o uso de flúor tópico na forma de dentifrícios, que deve ser realizado diariamente, e o uso de soluções fluoretadas na forma de bochechos, que pode ser instituído de acordo com as possibilidades do paciente com a sua execução, bem como de acordo com o risco para o desenvolvimento da doença cárie.

5- A alimentação especial que muitos desses pacientes têm prejudica os dentes?
Em alguns casos, sim. A consistência pastosa dos alimentos dados à pacientes que não conseguem mastigar é um exemplo. Nessas situações, o cuidado com a higiene deve ser redobrado, o que infelizmente não acontece na maioria das vezes.

6- O “stress” de um tratamento odontológico pode agravar o estado emocional de um paciente?
Algumas vezes, sim. É necessário que o dentista coloque para o paciente e para os familiares os benefícios do tratamento odontológico para que ele sinta “cuidado”.Há aqueles que apresentam menor capacidade de entendimento ou são mais ansiosos; para eles, o tratamento odontológico apresenta-se como um fator estressante. O profissional pode lançar mão de recursos terapêuticos que visem minimizar essa situação desfavorável.

7- Como conseguir cooperação para o tratamento quando o paciente apresenta comportamento agitado?
Vários métodos podem ser utilizados, desde o condicionamento verbal, passando pela contenção física, até métodos de sedação. Como último recurso é usada a anestesia geral para a execução do tratamento. A opção dependerá da condição em que se apresenta o paciente, do contexto familiar geral e da preferência do profissional.

8- Os métodos utilizados não podem traumatizar o paciente?
Desde que bem indicados e executados, não. O método utilizado deve ser adequado ao paciente de modo a não traumatiza-lo.

9- Pode ser utilizado “calmante” para o tratamento?
Sim. Os sedativos ou  “calmantes”são muito benéficos em várias situações, melhorando o comportamento do paciente e, consequentemente, as condições do trabalho do dentista.

10- Quais os problemas bucais mais comuns nos pacientes especiais?
Os problemas mais comuns são a cárie e a doença periodontal, sendo esta última decorrente de problemas de ordem local, geral ou medicamentosa (anticonvulsivantes). O tipo de patologia que o paciente apresenta, com por exemplo, distúrbios neuropsicomotores, pode acarretar sérios problemas de oclusão, decorrentes principalmente da hipotonia muscular (flacidez), levando a alterações na relação maxilomandibular.

11- O atendimento odontológico pode acarretar convulsões naqueles pacientes que já tiveram crise?
O atendimento odontológico em si não desencadeia convulsões nesses pacientes. Mas o dentista precisa tomar cuidado para evitar certos estímulos que podem desencadear crises, como, por exemplo, acender o foco de luz de forma abrupta no rosto do paciente. O dentista que cuida de pacientes especiais sabe como proceder para evitar essas crises. De qualquer forma, é sempre importante lembrar que o paciente não deve interromper sua medicação para o tratamento odontológico.

Odontopediatria
Conduta frente ao trauma dental

 

 

 

1- O que fazer em caso de avulsão (quando o dente sair por inteiro da boca) após um acidente?
Havendo calma, lave-o e tente recoloca-lo (se for dente permanente); se não conseguir, coloque-o em um copo com soro fisiológico, leite ou água filtrada, ou entre os outros dentes e a bochecha.

2- O que fazer quando ocorre fratura do dente?
Leve o fragmento dentário até o dentista, de maneira tal que seja hidratado, como foi mencionado acima. Vale lembrar que, quanto mais rápido, maior a possibilidade de se conseguirem resultados positivos no tratamento a ser realizado.

3- Quando houver trauma no dente-de-leite e este sair com a pancada, o que eu devo fazer?
O dente-de-leite não deve ser recolocado na boca, como no caso do permanente. Isso porque, no caso do dente-de-leite, o germe do dente permanente esta embaixo da raiz do de leite, o que poderá causar algum dano ao permanente.

4- Quais as conseqüências de um trauma em dente-de-leite ou em dente permanente?
Dependendo do tipo ou da intensidade do trauma dental, da idade do paciente e do tempo decorrido até o primeiro atendimento, as conseqüências podem ser leves, moderadas ou graves, podendo inclusive levar a perda do elemento dental.
Um trauma dental pode ocasionar muitas seqüelas, tais como: mobilidade dentária, podendo alterar a posição do dente na arcada; quadros dolorosos; alteração na cor do dente afetado; sensibilidade do dente traumatizado durante a mastigação e; no dente-de-leite, ainda pode haver transtornos no desenvolvimento do dente permanente. Cada caso requer um tratamento específico.

5- Como agir frente a um traumatismo dento - alveolar?
Após o socorro inicial, no que diz respeito ao dente em si, deve-se procurar o dentista rapidamente, sempre atento para informar ONDE ocorreu o trauma (é importante relatar o local, para que o dentista possa tomar algumas decisões, como, por exemplo, se há necessidade de prescrever a vacina antitetânica ou não), COMO ocorreu o trauma (a fim de detectar a gravidade do problema), QUANDO ocorreu o trauma (o tempo decorrido é de suma importância, pois determina o plano de tratamento mais coerente), fornecendo ao cirurgião dentista as informações necessárias para que sejam tomadas as devidas providências.

6- Quando o trauma for na cabeça, além dos dentes o que mais deve ser observados?
Além de procurar cuidados médicos, deve ser observados se existe sinais de sonolência excessiva, vômitos persistentes, fala enrolada, convulsão e deve-se acordar a vítima de três em três horas.
Frente a um trauma, a primeira condição é ter calma para agir com a razão, e não dominado pela emoção. Não se deve esquecer da ajuda do profissional, a fim de oferecer um correto diagnóstico para o devido tratamento.

Odontopediatria
Dores orofaciais (na face)

 

 

1- O que é dor orofacial?Que profissional trata esse problema?
A dor orofacial é uma condição de dor associada aos tecidos da cabeça, face, pescoço e estruturas da cavidade oral. Incluem-se,entre outras,as dores de cabeça,dores com origem no sistema nervoso,as dores psicogenéticas (relacionadas com fatores psicológicos) e dores por doenças graves,como tumores e AIDS.O tratamento deve ser realizado por uma equipe de profissionais :dentistas,médicos,fisioterapeutas,psicólogos,pois essa condição deve ser abordada com uma visão do paciente como um todo,não se tratando da dor apenas no momento em que o indivíduo esta sentindo.

2- Quais as dores mais comuns na região da cabeça?
As dores de origem dentária continuam sendo as mais comuns na população em geral, mas levantamentos sobre pacientes que apresentam disfunção da articulação temporomandibular (ATM, a articulação do osso temporal com o osso mandibular) demonstram que a dor esta presente em 97% dos casos.

3- Quais as dores na face que não estão associadas ao dente?
Existem várias dores que se refletem (denominadas "dores referidas") na face e não tem origem dentária, como as dores por otite e sinusite, dores na articulação, dores nas costas, no pescoço e nos músculos da mastigação, dores nos nervos faciais como as neuralgias, dores causadas por infecções e ulcerações da mucosa bucal, dores com origem nos olhos, glândulas salivares, lacrimais e mucosas nasal e a dor relacionada com a síndrome de ardência bucal (dor crônica e "queimação” em toda a boca, sem que existam lesões na mucosa).

4- Meu dentista disse que tenho disfunção da ATM, pois sinto dores e desconforto ao abrir a boca. O que isso significa?
A disfunção da ATM é uma anormalidade da articulação temporomandibular e/ou dos músculos responsáveis pela mastigação. Na verdade a disfunção da ATM é um subgrupo das dores orofaciais. Deve ser feito um minucioso exame clínico e questionário para se obter um correto diagnóstico, pois, muitas vezes, a disfunção da ATM pode ser confundida com outras condições dolorosas, como dores de origem dentária e infecções bucais.

5- Quem tem estalido na articulação terá também dor com o passar do tempo?E quem tem bruxismo (ranger os dentes)?
O estalido na ATM pode permanecer por algum tempo e até desaparecer, o que ocorre mais comumente em crianças e jovens, ou pode evoluir para o travamento da mandíbula, com eventual aparecimento de dor. Afirmar que todo estalido será seguido de dor em alguma fase de vida não será correto, pois há indivíduos que tem estalido por muito tempo sem ter dor. Existem estudos que sugerem que, se o indivíduo tem predisposição pra disfunção temporomandibular, rangendo os dentes, as chances de a dor aparecer são maiores.

6- Por que,quando estou mais ansioso e estressado,sinto ao mastigar, ao falar e ao até acordar?
O estresse e a ansiedade geram a descarga em nosso corpo de substâncias que atuam como estimulantes para tensão muscular, ativação do sistema nervoso e do sistema de secreção (endócrino), o que leva o indivíduo a ter certas reações que, em períodos de relaxamento, ele não vivencia. O apertamentos dos dentes é muito comum nessa condição de estresse e é uma das causas mais freqüentes de dores musculares na face e na articulação.

7- As dores de cabeça podem estar relacionadas com problema da articulação ou de origem dentária?
As dores de cabeça podem ter origem nos dentes, nos músculos e na articulação. Quando a origem é dentária, a dor de cabeça é difusa, e paciente relata o envolvimento dos dentes. A dor de cabeça pode ter origem em músculos da face ou, nas articulações e ser uma dor referida também como aguda, com limitação de abertura de boca e dor durante a mastigação e fala.

8- Existe a possibilidade de a dor de um dente permanecer mesmo após sua extração?
Existe um tipo de dor cuja origem se encontra em estruturas do sistema nervoso e que passa por dor dentária,quando,na verdade, a origem da dor não é o dente, apesar de a sensação dolorosa estar nele. O indivíduo tem "certeza" de que um determinado dente ou região dói e pede para o dentista tratar os dentes dessa região ou até extraí-los.Na verdade,o que ocorre é uma dor referida para o elemento dentário.Quando o dente é removido,a dor não desaparece,pois o real agente causador não era o dente e sim outras estruturas que referiam a dor.

Oclusão
Agentes químicos (enxaguatórios) na manutenção e recuperação da saúde bucal

 

A placa bacteriana é um dos fatores etiológicos importante na ocorrência da cárie e doença periodontal, sendo seu controle fundamental da saúde bucal. Placa é uma massa bacteriana mole branca que se deposita continuamente em camadas na superfície do dente e se apresenta aderida. A remoção dessa placa pode ser feita através da limpeza mecânica dos dentes. Esse procedimento pode ser realizado adequada e satisfatoriamente pelo paciente, desde que esteja em condições normais de saúde geral. Cabe ao cirurgião dentista orientá-lo quanto a técnica de escovação mais indicada, escova, creme dental, fio dental e, se necessário, quanto ao uso de agentes químicos para bochecho especificamente prescrito para cada caso.

1- Qual a função dos enxaguatórios?
São substâncias químicas que atuam nas bactérias presentes na cavidade bucal, sendo utilizadas para auxiliar no controle e na redução da formação da placa bacteriana. Vale ressaltar que o método mais difundido de remoção de placa é o mecânico, realizado através da escovação associada ao uso do fio dental.
Esses agentes complementam, auxiliam a escovação.
Não existe agente químico capaz de remover a placa e nem de substituir a escovação.

2- Quais são os enxaguatórios mais usados para o bochecho e como agem?
Clorexidina- É uma agente de efetiva e comprovada atividade antimicrobiana e eficiente no controle de placa devido às suas propriedades de retenção e de liberação lenta na boca. Pode desencadear manchamento nos dentes (que pode ser removido com profilaxia profissional) e perda temporária do paladar. Exemplos: Periogard, Duplac, Plackout.
Cloreto de cetilpiridínio- É considerado um anti-séptico e desinfetante de efeito moderado devido ao curto período de retenção na cavidade bucal. Quando usado em maior freqüência, pode apresentar como efeitos colaterais ulcerações e sensações de queimação da língua. Exemplos: Cepacol, Oral B, Kolinos.
Triclosan- É um agente antibacteriano de amplo uso e, em acréscimo, tem efeito antiinflamatório. Isoladamente, tem efeito antiplaca moderado e, por isso, as formulações ativas apresentam associações com gantrez ou zinco. O gantrez potencializa o efeito do triclosan por aumentar sua retenção na cavidade bucal, e o zinco, por sinergismo de efeito antibacteriano.Tem como vantagem o fato de ser utilizado com sucesso no tratamento de ulcerações, não apresentar mudanças ou perda do paladar e nem o manchamento dos dentes, o que pode ocorrer com o uso da clorexidina. Exemplo: Plax.

3- Quando utilizar esses enxaguatórios?
A utilização de um agente químico para bochecho durante o tratamento, seja ele de gengiva, pré ou pós-cirurgico, de manutenção das condições da saúde bucal, deve ser adotada a partir da prescrição feita por um profissional. O paciente receberá orientações quanto à forma e ao tempo de uso, que estão relacionados à finalidade de sua indicação e as características de cada paciente. Por exemplo, no caso de pacientes com necessidades especiais, os quais normalmente têm dificuldade para realizar a escovação; pacientes com problemas de saúde sistêmicos que predispõem à ocorrência de doenças periodontais; pacientes com dificuldades de higienização pelo uso de aparelho ortodôntico e uma série de outros casos que requerem a indicação de um agente químico. O paciente de retornar periodicamente ao dentista para uma reavaliação das condições de autocuidado e autoexame, importantes para manutenção da saúde e prevenção de doenças, que podem ir desde um processo inicial da cárie ou sangramento gengival até uma lesão inicial de câncer bucal, daí a sua importância.

4-Qual o melhor enxaguatório?
O melhor enxaguatório é aquele que indicado especificamente para o seu caso por um dentista. Mas podemos ressaltar que os enxaguatórios com álcool são altamente nocivos à saúde bucal e estão ligados com o câncer bucal. Os enxaguatórios com clorexidina também tem seu uso específico, pois podem causar manchas acastanhadas nos dentes e perda durante o uso do paladar.

Periodontia
Cirurgia Ortognática

 

O que é Cirurgia Ortognática?
 
A cirurgia ortognática é realizada para correção de desarmonias faciais. Nesses Casos, os maxilares (maxila e mandíbula) não se encontram em posicionados corretamente, resultado de um posicionamento desordenado dos ossos da face, de um posicionamento incorreto dos dentes ou de algum trauma, gerando alterações na mastigação, respiração e fala. O desequilíbrio na face gera problemas funcionais e insatisfação pessoal. Os pacientes podem apresentar alterações no sorriso, na oclusão (encaixe dos dentes), dores cervicais e perdas dentárias. A cirurgia corretiva capaz de posicionar os dentes e ossos da face adequadamente e criar um aparência mais equilibrada e satisfatória é a cirurgia ortognática.
 
 
Como a cirurgia ortognática é realizada e onde pode ser feita?
 
A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, sendo necessária a realização de exames pré-operatórios e avaliação cardiológica e de outras especialidades médicas se necessário. O paciente passará por um anestesista para esclarecimentos a respeito da anestesia geral. Durante a cirurgia, realiza-se o reposicionamento dos ossos da face, que são imobilizados com placas e parafusos de titânio, permitindo o paciente sair de boca aberta do procedimento. Em apenas realizamos a correção do problema facial e da mastigação. A cirurgia é totalmente realizada por dentro da boca, sem a existência de cicatrizes na pele. Programa-se toda cirurgia com antecedência, o paciente recebe um acompanhamento nutricional, psicológico e físico e a cirurgia é realizada n melhor época, tanto para o paciente como para o ortodontista e cirurgião.
 
 
Realiza-se algum preparo para essa mudança?
 
É fundamental, para um bom resultado cirúrgico, a realização de um bom planejamento por parte do ortodontista e do cirurgião. Esses profissionais realizarão uma detalhada avaliação das condições funcionais dos dentes e maxilares, a fim de estabelecer um plano de tratamento. Desta forma, será estabelecido todo preparo ortodôntico antes da cirurgia para correção do posicionamento dos dentes dentro de suas bases ósseas, para que a cirurgia posicione suas bases ósseas entre si. O preparo ortodôntico requer tempo e paciência, em média de um a dois anos antes da cirurgia. A mordida nesta fase tende a piorar, mas isso é temporário e importante para correção da cirurgia meses depois.
 
 
Como é o pós-operatório?
 
Geralmente o paciente permanece hospitalizado cerca de um a dois dias, quando então continua sua recuperação em casa. Inicialmente apresentará inchaço na face, dificuldade para falar e realizar atividades. A dor não é freqüente, pois a região operada fica adormecida por alguns meses. A dieta deve ser liquida por dez dias, passando para pastosa até devida orientação do cirurgião. A fisioterapia é indicada nas primeiras 24 horas após a cirurgia, para drenagem do edema facial e retorno mais rápido das funções mandibulares. O paciente retornará ao cirurgião muitas vezes nos primeiros três meses após a cirurgia, para o devido acompanhamento de sua recuperação. Após duas ou três semanas, geralmente o paciente está apto a retornar a muitas atividades. A recuperação é gradativa, necessitando da compreensão de todos para a mudança ocorrida e o sucesso do procedimento executado.
 
 
Quanto tempo depois da cirurgia o tratamento é finalizado?
 
O paciente retorna ao ortodontista para finalização ortodôntica cerca de seis meses após a cirurgia, a fim de realizar o refinamento do posicionamento final dos dentes. Este processo é variável, durando em média de seis meses a um ano. Após a remoção do aparelho ortodôntico, o paciente permanece com aparelho de contenção por no mínimo um ano e nesta fase pode considerar alguns procedimentos cosméticos para deixar o sorriso ainda mais bonito, tais como clareamento dental, cirurgias gengivais e diversos recursos odontológicos e médicos, a fim de proporcionar a completa satisfação do paciente.
O que é Cirurgia Ortognática?
 
A cirurgia ortognática é realizada para correção de desarmonias faciais. Nesses Casos, os maxilares (maxila e mandíbula) não se encontram em posicionados corretamente, resultado de um posicionamento desordenado dos ossos da face, de um posicionamento incorreto dos dentes ou de algum trauma, gerando alterações na mastigação, respiração e fala. O desequilíbrio na face gera problemas funcionais e insatisfação pessoal. Os pacientes podem apresentar alterações no sorriso, na oclusão (encaixe dos dentes), dores cervicais e perdas dentárias. A cirurgia corretiva capaz de posicionar os dentes e ossos da face adequadamente e criar um aparência mais equilibrada e satisfatória é a cirurgia ortognática.
 
 
Como a cirurgia ortognática é realizada e onde pode ser feita?
 
A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, sendo necessária a realização de exames pré-operatórios e avaliação cardiológica e de outras especialidades médicas se necessário. O paciente passará por um anestesista para esclarecimentos a respeito da anestesia geral. Durante a cirurgia, realiza-se o reposicionamento dos ossos da face, que são imobilizados com placas e parafusos de titânio, permitindo o paciente sair de boca aberta do procedimento. Em apenas realizamos a correção do problema facial e da mastigação. A cirurgia é totalmente realizada por dentro da boca, sem a existência de cicatrizes na pele. Programa-se toda cirurgia com antecedência, o paciente recebe um acompanhamento nutricional, psicológico e físico e a cirurgia é realizada n melhor época, tanto para o paciente como para o ortodontista e cirurgião.
 
 
Realiza-se algum preparo para essa mudança?
 
É fundamental, para um bom resultado cirúrgico, a realização de um bom planejamento por parte do ortodontista e do cirurgião. Esses profissionais realizarão uma detalhada avaliação das condições funcionais dos dentes e maxilares, a fim de estabelecer um plano de tratamento. Desta forma, será estabelecido todo preparo ortodôntico antes da cirurgia para correção do posicionamento dos dentes dentro de suas bases ósseas, para que a cirurgia posicione suas bases ósseas entre si. O preparo ortodôntico requer tempo e paciência, em média de um a dois anos antes da cirurgia. A mordida nesta fase tende a piorar, mas isso é temporário e importante para correção da cirurgia meses depois.
 
 
Como é o pós-operatório?
 
Geralmente o paciente permanece hospitalizado cerca de um a dois dias, quando então continua sua recuperação em casa. Inicialmente apresentará inchaço na face, dificuldade para falar e realizar atividades. A dor não é freqüente, pois a região operada fica adormecida por alguns meses. A dieta deve ser liquida por dez dias, passando para pastosa até devida orientação do cirurgião. A fisioterapia é indicada nas primeiras 24 horas após a cirurgia, para drenagem do edema facial e retorno mais rápido das funções mandibulares. O paciente retornará ao cirurgião muitas vezes nos primeiros três meses após a cirurgia, para o devido acompanhamento de sua recuperação. Após duas ou três semanas, geralmente o paciente está apto a retornar a muitas atividades. A recuperação é gradativa, necessitando da compreensão de todos para a mudança ocorrida e o sucesso do procedimento executado.
 
 
Quanto tempo depois da cirurgia o tratamento é finalizado?
 
O paciente retorna ao ortodontista para finalização ortodôntica cerca de seis meses após a cirurgia, a fim de realizar o refinamento do posicionamento final dos dentes. Este processo é variável, durando em média de seis meses a um ano. Após a remoção do aparelho ortodôntico, o paciente permanece com aparelho de contenção por no mínimo um ano e nesta fase pode considerar alguns procedimentos cosméticos para deixar o sorriso ainda mais bonito, tais como clareamento dental, cirurgias gengivais e diversos recursos odontológicos e médicos, a fim de proporcionar a completa satisfação do paciente.
O que é Cirurgia Ortognática?
 
A cirurgia ortognática é realizada para correção de desarmonias faciais. Nesses Casos, os maxilares (maxila e mandíbula) não se encontram em posicionados corretamente, resultado de um posicionamento desordenado dos ossos da face, de um posicionamento incorreto dos dentes ou de algum trauma, gerando alterações na mastigação, respiração e fala. O desequilíbrio na face gera problemas funcionais e insatisfação pessoal. Os pacientes podem apresentar alterações no sorriso, na oclusão (encaixe dos dentes), dores cervicais e perdas dentárias. A cirurgia corretiva capaz de posicionar os dentes e ossos da face adequadamente e criar um aparência mais equilibrada e satisfatória é a cirurgia ortognática.
 
 
Como a cirurgia ortognática é realizada e onde pode ser feita?
 
A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, sendo necessária a realização de exames pré-operatórios e avaliação cardiológica e de outras especialidades médicas se necessário. O paciente passará por um anestesista para esclarecimentos a respeito da anestesia geral. Durante a cirurgia, realiza-se o reposicionamento dos ossos da face, que são imobilizados com placas e parafusos de titânio, permitindo o paciente sair de boca aberta do procedimento. Em apenas realizamos a correção do problema facial e da mastigação. A cirurgia é totalmente realizada por dentro da boca, sem a existência de cicatrizes na pele. Programa-se toda cirurgia com antecedência, o paciente recebe um acompanhamento nutricional, psicológico e físico e a cirurgia é realizada n melhor época, tanto para o paciente como para o ortodontista e cirurgião.
 
 
Realiza-se algum preparo para essa mudança?
 
É fundamental, para um bom resultado cirúrgico, a realização de um bom planejamento por parte do ortodontista e do cirurgião. Esses profissionais realizarão uma detalhada avaliação das condições funcionais dos dentes e maxilares, a fim de estabelecer um plano de tratamento. Desta forma, será estabelecido todo preparo ortodôntico antes da cirurgia para correção do posicionamento dos dentes dentro de suas bases ósseas, para que a cirurgia posicione suas bases ósseas entre si. O preparo ortodôntico requer tempo e paciência, em média de um a dois anos antes da cirurgia. A mordida nesta fase tende a piorar, mas isso é temporário e importante para correção da cirurgia meses depois.
 
 
Como é o pós-operatório?
 
Geralmente o paciente permanece hospitalizado cerca de um a dois dias, quando então continua sua recuperação em casa. Inicialmente apresentará inchaço na face, dificuldade para falar e realizar atividades. A dor não é freqüente, pois a região operada fica adormecida por alguns meses. A dieta deve ser liquida por dez dias, passando para pastosa até devida orientação do cirurgião. A fisioterapia é indicada nas primeiras 24 horas após a cirurgia, para drenagem do edema facial e retorno mais rápido das funções mandibulares. O paciente retornará ao cirurgião muitas vezes nos primeiros três meses após a cirurgia, para o devido acompanhamento de sua recuperação. Após duas ou três semanas, geralmente o paciente está apto a retornar a muitas atividades. A recuperação é gradativa, necessitando da compreensão de todos para a mudança ocorrida e o sucesso do procedimento executado.
 
 
Quanto tempo depois da cirurgia o tratamento é finalizado?
 
O paciente retorna ao ortodontista para finalização ortodôntica cerca de seis meses após a cirurgia, a fim de realizar o refinamento do posicionamento final dos dentes. Este processo é variável, durando em média de seis meses a um ano. Após a remoção do aparelho ortodôntico, o paciente permanece com aparelho de contenção por no mínimo um ano e nesta fase pode considerar alguns procedimentos cosméticos para deixar o sorriso ainda mais bonito, tais como clareamento dental, cirurgias gengivais e diversos recursos odontológicos e médicos, a fim de proporcionar a completa satisfação do paciente.
 
 
O que é Cirurgia Ortognática?
 
A cirurgia ortognática é realizada para correção de desarmonias faciais. Nesses Casos, os maxilares (maxila e mandíbula) não se encontram em posicionados corretamente, resultado de um posicionamento desordenado dos ossos da face, de um posicionamento incorreto dos dentes ou de algum trauma, gerando alterações na mastigação, respiração e fala. O desequilíbrio na face gera problemas funcionais e insatisfação pessoal. Os pacientes podem apresentar alterações no sorriso, na oclusão (encaixe dos dentes), dores cervicais e perdas dentárias. A cirurgia corretiva capaz de posicionar os dentes e ossos da face adequadamente e criar um aparência mais equilibrada e satisfatória é a cirurgia ortognática.
 
 
Como a cirurgia ortognática é realizada e onde pode ser feita?
 
A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, sendo necessária a realização de exames pré-operatórios e avaliação cardiológica e de outras especialidades médicas se necessário. O paciente passará por um anestesista para esclarecimentos a respeito da anestesia geral. Durante a cirurgia, realiza-se o reposicionamento dos ossos da face, que são imobilizados com placas e parafusos de titânio, permitindo o paciente sair de boca aberta do procedimento. Em apenas realizamos a correção do problema facial e da mastigação. A cirurgia é totalmente realizada por dentro da boca, sem a existência de cicatrizes na pele. Programa-se toda cirurgia com antecedência, o paciente recebe um acompanhamento nutricional, psicológico e físico e a cirurgia é realizada n melhor época, tanto para o paciente como para o ortodontista e cirurgião.
 
 
Realiza-se algum preparo para essa mudança?
 
É fundamental, para um bom resultado cirúrgico, a realização de um bom planejamento por parte do ortodontista e do cirurgião. Esses profissionais realizarão uma detalhada avaliação das condições funcionais dos dentes e maxilares, a fim de estabelecer um plano de tratamento. Desta forma, será estabelecido todo preparo ortodôntico antes da cirurgia para correção do posicionamento dos dentes dentro de suas bases ósseas, para que a cirurgia posicione suas bases ósseas entre si. O preparo ortodôntico requer tempo e paciência, em média de um a dois anos antes da cirurgia. A mordida nesta fase tende a piorar, mas isso é temporário e importante para correção da cirurgia meses depois.
 
 
Como é o pós-operatório?
 
Geralmente o paciente permanece hospitalizado cerca de um a dois dias, quando então continua sua recuperação em casa. Inicialmente apresentará inchaço na face, dificuldade para falar e realizar atividades. A dor não é freqüente, pois a região operada fica adormecida por alguns meses. A dieta deve ser liquida por dez dias, passando para pastosa até devida orientação do cirurgião. A fisioterapia é indicada nas primeiras 24 horas após a cirurgia, para drenagem do edema facial e retorno mais rápido das funções mandibulares. O paciente retornará ao cirurgião muitas vezes nos primeiros três meses após a cirurgia, para o devido acompanhamento de sua recuperação. Após duas ou três semanas, geralmente o paciente está apto a retornar a muitas atividades. A recuperação é gradativa, necessitando da compreensão de todos para a mudança ocorrida e o sucesso do procedimento executado.
 
 
Quanto tempo depois da cirurgia o tratamento é finalizado?
 
O paciente retorna ao ortodontista para finalização ortodôntica cerca de seis meses após a cirurgia, a fim de realizar o refinamento do posicionamento final dos dentes. Este processo é variável, durando em média de seis meses a um ano. Após a remoção do aparelho ortodôntico, o paciente permanece com aparelho de contenção por no mínimo um ano e nesta fase pode considerar alguns procedimentos cosméticos para deixar o sorriso ainda mais bonito, tais como clareamento dental, cirurgias gengivais e diversos recursos odontológicos e médicos, a fim de proporcionar a completa satisfação do paciente.
 
 
 
 
 
 
 
1- O que é Cirurgia Ortognática?
 
A cirurgia ortognática é realizada para correção de desarmonias faciais. Nesses Casos, os maxilares (maxila e mandíbula) não se encontram em posicionados corretamente, resultado de um posicionamento desordenado dos ossos da face, de um posicionamento incorreto dos dentes ou de algum trauma, gerando alterações na mastigação, respiração e fala. O desequilíbrio na face gera problemas funcionais e insatisfação pessoal. Os pacientes podem apresentar alterações no sorriso, na oclusão (encaixe dos dentes), dores cervicais e perdas dentárias. A cirurgia corretiva capaz de posicionar os dentes e ossos da face adequadamente e criar um aparência mais equilibrada e satisfatória é a cirurgia ortognática.
 
 
2- Como a cirurgia ortognática é realizada e onde pode ser feita?
 
A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral, sendo necessária a realização de exames pré-operatórios e avaliação cardiológica e de outras especialidades médicas se necessário. O paciente passará por um anestesista para esclarecimentos a respeito da anestesia geral. Durante a cirurgia, realiza-se o reposicionamento dos ossos da face, que são imobilizados com placas e parafusos de titânio, permitindo o paciente sair de boca aberta do procedimento. Em apenas realizamos a correção do problema facial e da mastigação. A cirurgia é totalmente realizada por dentro da boca, sem a existência de cicatrizes na pele. Programa-se toda cirurgia com antecedência, o paciente recebe um acompanhamento nutricional, psicológico e físico e a cirurgia é realizada n melhor época, tanto para o paciente como para o ortodontista e cirurgião.
 
 
3- Realiza-se algum preparo para essa mudança?
 
É fundamental, para um bom resultado cirúrgico, a realização de um bom planejamento por parte do ortodontista e do cirurgião. Esses profissionais realizarão uma detalhada avaliação das condições funcionais dos dentes e maxilares, a fim de estabelecer um plano de tratamento. Desta forma, será estabelecido todo preparo ortodôntico antes da cirurgia para correção do posicionamento dos dentes dentro de suas bases ósseas, para que a cirurgia posicione suas bases ósseas entre si. O preparo ortodôntico requer tempo e paciência, em média de um a dois anos antes da cirurgia. A mordida nesta fase tende a piorar, mas isso é temporário e importante para correção da cirurgia meses depois.
 
 
4- Como é o pós-operatório?
 
Geralmente o paciente permanece hospitalizado cerca de um a dois dias, quando então continua sua recuperação em casa. Inicialmente apresentará inchaço na face, dificuldade para falar e realizar atividades. A dor não é freqüente, pois a região operada fica adormecida por alguns meses. A dieta deve ser liquida por dez dias, passando para pastosa até devida orientação do cirurgião. A fisioterapia é indicada nas primeiras 24 horas após a cirurgia, para drenagem do edema facial e retorno mais rápido das funções mandibulares. O paciente retornará ao cirurgião muitas vezes nos primeiros três meses após a cirurgia, para o devido acompanhamento de sua recuperação. Após duas ou três semanas, geralmente o paciente está apto a retornar a muitas atividades. A recuperação é gradativa, necessitando da compreensão de todos para a mudança ocorrida e o sucesso do procedimento executado.
 
 
5- Quanto tempo depois da cirurgia o tratamento é finalizado?
 
O paciente retorna ao ortodontista para finalização ortodôntica cerca de seis meses após a cirurgia, a fim de realizar o refinamento do posicionamento final dos dentes. Este processo é variável, durando em média de seis meses a um ano. Após a remoção do aparelho ortodôntico, o paciente permanece com aparelho de contenção por no mínimo um ano e nesta fase pode considerar alguns procedimentos cosméticos para deixar o sorriso ainda mais bonito, tais como clareamento dental, cirurgias gengivais e diversos recursos odontológicos e médicos, a fim de proporcionar a completa satisfação do paciente.
 
Ortodontia
Laser

 

O que é o laser?
 
Laser é uma luz de características muito especiais, que lhe conferem propriedades terapêuticas. O laser emite sempre uma luz pura, sem mistura, diferentemente da luz comum, formada de vários comprimentos de onda.
 
 
Quais os tipos que existem?
 
Existem três tipos de laser. Um deles é o laser terapêutico, que usamos na substituição aos medicamentos ou em conjunto com eles. Ele tira a dor, é usado como antiinflamatório é usado na cicatrização. Outro tipo de laser é o cirúrgico, que remove tecido, corta, vaporiza. Por isso, pode ser usado em cirurgias, para a remoção de cáries e para esterilização de lesões. Além desses, existe ainda um laser usado exclusivamente em diagnóstico.
 
 
Qual a vantagem do laser terapêutico?
 
A grande vantagem é que, em vez do paciente tomar medicamentos, o laser ativa o próprio organismo a produzir certas substâncias que podem, muitas vezes, substituí-los. Por exemplo, se o paciente precisa de cortisona, o laser induz seu organismo a produzir cortisol, então ele não tem que tomar o medicamento, ou pode tomá-lo em doses reduzidas.
 
 
Qual a vantagem do laser cirúrgico?
 
Esse tipo de laser, ao mesmo tempo em que corta o tecido, provoca coagulação e fechamento dos vasos linfáticos e terminações nervosas. Isso quer dizer que, nessa cirurgia, não há sangramento há menos edema depois da cirurgia, e os pacientes tem um pós-operatório muito menos doloroso. Possibilita, portanto, a realização de cirurgias de modo menos invasivo e agressivo.Para a remoção da cárie, a vantagem é que os pacientes necessitam de menos anestesia que nos tratamentos convencionais. A grande vantagem,porém, é que, além de remover a cárie, o dentista é capaz de esterilizar este dente e deixar com uma dureza maior do que tinha antes do tratamento.
 
 
E o laser para diagnóstico, como funciona e para que serve em odontologia?
 
É um laser que opera em uma potência muito baixa, emitindo uma luz visível que vai até o dente, é absorvida na sua superfície e emite uma fluorescência, que pode ser mensurada no painel do aparelho, variando conforme o tipo e a gravidade da cárie que há no dente. É um método de diagnóstico muito interessante, que desempenha um importante papel na prevenção odontológica. Esse método não “machuca” o dente, ao contrário dos realizados com sondas, que ferem a superfície denta por ocasião do exame clínico, mesmo que ela esteja íntegra.
 
 
Existe contra indicação para os tratamentos com laser?
 
Pelo contrário, o laser cirúrgico é muito bem indicado para pacientes portadores das discrasias sanguíneas, diabetes e toda doença degenerativas, obtendo bastante sucesso no tratamento de pacientes portadores de doenças imunossupressoras. Também não há contra indicação no uso em mulheres grávidas ou pacientes com problemas de coração. Uma vez que a cirurgia com laser não sangra, não causa estresse e causa menos edema no pós operatório, esses pacientes que na odontologia são chamados de “pacientes especiais”, são os principais beneficiados com essa técnica.
 
 
Posso substituir todos os meus tratamentos convencionais dentários por tratamentos a laser?
 
Não. Não se pode dizer que o laser terapêutico e o cirúrgico substituam tecnicamente todos os tratamentos convencionais. Eles tem grandes indicações, porém, como todas as técnicas, tem suas limitações. É importante lembrar que o tratamento com laser algumas vezes, substitui tratamentos com técnicas convencionais, mas outras vezes funciona apenas como coadjuvante.
 
 
O laser substitui tratamento com o motorzinho?
 
Infelizmente, não em todos os casos. O uso do laser em dente, ainda que muito efetivo, é limitado. Ainda não se podem fazer preparos extensos, como os de coroa, por exemplo.
 
Por que o tratamento com laser é caro?
 
Por que os aparelhos utilizados nesses tratamentos são muito caros. Além disso, o profissional que o utiliza precisa ter uma formação específica na área, o que demanda investimento de sua parte. Todo o conceito de tratamento odontológico com laser passa a ter uma conotação mais sofisticada, o que acaba onerando o tratamento. Por exemplo, para ter esse equipamento no consultório, este precisa estar equipado com certos dispositivos, precisa ter uma sala apropriada. Tudo isso acaba somando custos, que são repassados para o paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
1- O que é o laser?
 
Laser é uma luz de características muito especiais, que lhe conferem propriedades terapêuticas. O laser emite sempre uma luz pura, sem mistura, diferentemente da luz comum, formada de vários comprimentos de onda.
 
 
2- Quais os tipos que existem?
 
Existem três tipos de laser. Um deles é o laser terapêutico, que usamos na substituição aos medicamentos ou em conjunto com eles. Ele tira a dor, é usado como antiinflamatório é usado na cicatrização. Outro tipo de laser é o cirúrgico, que remove tecido, corta, vaporiza. Por isso, pode ser usado em cirurgias, para a remoção de cáries e para esterilização de lesões. Além desses, existe ainda um laser usado exclusivamente em diagnóstico.
 
 
3- Qual a vantagem do laser terapêutico?
 
A grande vantagem é que, em vez do paciente tomar medicamentos, o laser ativa o próprio organismo a produzir certas substâncias que podem, muitas vezes, substituí-los. Por exemplo, se o paciente precisa de cortisona, o laser induz seu organismo a produzir cortisol, então ele não tem que tomar o medicamento, ou pode tomá-lo em doses reduzidas.
 
 
4- Qual a vantagem do laser cirúrgico?
 
Esse tipo de laser, ao mesmo tempo em que corta o tecido, provoca coagulação e fechamento dos vasos linfáticos e terminações nervosas. Isso quer dizer que, nessa cirurgia, não há sangramento há menos edema depois da cirurgia, e os pacientes tem um pós-operatório muito menos doloroso. Possibilita, portanto, a realização de cirurgias de modo menos invasivo e agressivo.Para a remoção da cárie, a vantagem é que os pacientes necessitam de menos anestesia que nos tratamentos convencionais. A grande vantagem,porém, é que, além de remover a cárie, o dentista é capaz de esterilizar este dente e deixar com uma dureza maior do que tinha antes do tratamento.
 
 
5- E o laser para diagnóstico, como funciona e para que serve em odontologia?
 
É um laser que opera em uma potência muito baixa, emitindo uma luz visível que vai até o dente, é absorvida na sua superfície e emite uma fluorescência, que pode ser mensurada no painel do aparelho, variando conforme o tipo e a gravidade da cárie que há no dente. É um método de diagnóstico muito interessante, que desempenha um importante papel na prevenção odontológica. Esse método não “machuca” o dente, ao contrário dos realizados com sondas, que ferem a superfície denta por ocasião do exame clínico, mesmo que ela esteja íntegra.
 
 
6- Existe contra indicação para os tratamentos com laser?
 
Pelo contrário, o laser cirúrgico é muito bem indicado para pacientes portadores das discrasias sanguíneas, diabetes e toda doença degenerativas, obtendo bastante sucesso no tratamento de pacientes portadores de doenças imunossupressoras. Também não há contra indicação no uso em mulheres grávidas ou pacientes com problemas de coração. Uma vez que a cirurgia com laser não sangra, não causa estresse e causa menos edema no pós operatório, esses pacientes que na odontologia são chamados de “pacientes especiais”, são os principais beneficiados com essa técnica.
 
 
7- Posso substituir todos os meus tratamentos convencionais dentários por tratamentos a laser?
 
Não. Não se pode dizer que o laser terapêutico e o cirúrgico substituam tecnicamente todos os tratamentos convencionais. Eles tem grandes indicações, porém, como todas as técnicas, tem suas limitações. É importante lembrar que o tratamento com laser algumas vezes, substitui tratamentos com técnicas convencionais, mas outras vezes funciona apenas como coadjuvante.
 
 
8- O laser substitui tratamento com o motorzinho?
 
Infelizmente, não em todos os casos. O uso do laser em dente, ainda que muito efetivo, é limitado. Ainda não se podem fazer preparos extensos, como os de coroa, por exemplo.
 
9- Por que o tratamento com laser é caro?
 
Por que os aparelhos utilizados nesses tratamentos são muito caros. Além disso, o profissional que o utiliza precisa ter uma formação específica na área, o que demanda investimento de sua parte. Todo o conceito de tratamento odontológico com laser passa a ter uma conotação mais sofisticada, o que acaba onerando o tratamento. Por exemplo, para ter esse equipamento no consultório, este precisa estar equipado com certos dispositivos, precisa ter uma sala apropriada. Tudo isso acaba somando custos, que são repassados para o paciente. 
 
Boca Seca (Xerostomia)

 

O que preciso saber sobre boca seca?
A boca seca, conhecida, na área as saúde como xerostomia, é causada pela diminuição da saliva. Acomete, com intensidade e duração variáveis, um grande núnero de pessoas e suas causas podem variar consideravelmente.
São exemplos de causas:
1- A idade avançada (com o passar da idade as glândulas salivares vão-se atrofiando).
2- O efeito colateral de certos medicamentos, tais como anti-hipertensivos, antidepressivos, tranqüilizantes, anti-histamínico e anticolinérgico.
3- Hábitos e vícios, como alcoolismo e a ingestão de alimentos ricos em cafeína.
4- A síndrome de Sjögren, na qual o organismo da própria pessoa reage contra as glândulas salivares.
5- A diabete mellitus  da qual a boca seca é um achado freqüente.
6- Cânceres na região da cabeça e pescoço (as pessoas que são tratadas com radioterapia podem ter suas glândulas afetadas permanentemente pela radiação).
7- Problemas psiquiátricos (certas psicoses e estados de ansiedade podem causar falta de saliva).
8- Doenças congênitas: existem pessoas que nascem sem as glândulas salivares (agenesia congênitas).
 
Porque a saliva é tão importante?
A saliva tem papel importante na formação do bolo alimentar, favorecendo a digestão e deglutição; proporciona uma lavagem fisio mecânica, facilitando uma melhor movimentação da língua e demais músculos; atua na proteção da mucosa da boca; controla a microbiota bucal; estabelece e mantém o Ph do meio, atuando no processo da cárie dental.
 
O que é exatamente a saliva?
A saliva apresenta um pH neutro e é composta por 99% de água. A outra parte é constituída por proteína, como enzimas, imunoglobulinas responsáveis pelos anticorpos salivares, além de outros compostos, como bicarbonato, sódio, potássio, cálcio, cloreto e flúor.
 
O que a boca seca pode causar?
Cáries, candidíase (doença fúngica), doenças gengivais, e infecções nas glândulas salivares.
 
Quais são os sintomas?
Em função da falta de saliva, o indivíduo pode ter mau hálito, dificuldade pra falar e engolir, intolerância à próteses, dor na língua, perda do paladar e alteração da voz.
 
Qual o tratamento indicado?
O primeiro passo para o tratamento é o diagnóstico correto: o paciente que perceber os sinais e sintomas associados à boca seca deve procurar o cirurgião dentista. Os tratamentos variam em função da causa: se a xerostomia tiver origem medicamentosa, o cirurgião dentista deverá entrar em contato com o medico do paciente para estudarem a possibilidade de substituição do medicamento por outro que não afete a produção de saliva. Nos casos de perda irreversível da produção da saliva (radiação, síndrome Sjögren, idade avançada, agenesia congênita), existe a possibilidade de minimizar o problema com o uso de saliva artificial manipulada ou comercial, gomas de mascar sem açúcar e medicamentos que estimulem a salivação, além da orientação quanto à dieta com proteínas e vitaminas. O paciente com xerostomia, independente da causa, deverá ser acompanhado pelo profissional em intervalos menores para orientação da higiene oral constante, aplicação de flúor e tratamento gengival básico. O paciente deverá manter-se sempre bem hidratado, ingerindo água ou outra bebida sem açúcar e evitando consumo de bebidas com álcool ou cafeína. Se os lábios estiverem secos, pode ser indicado o uso de lubrificantes à base de vaselina. Durante as refeições, devem-se preferir alimentos moles, úmidos e pouco condimentados. Nos casos onde existam também infecções fúngicas, o profissional poderá indicar bochechos com antifúngicos.
 
 
 
 
 
 
 
1- O que preciso saber sobre boca seca?
A boca seca, conhecida, na área as saúde como xerostomia, é causada pela diminuição da saliva. Acomete, com intensidade e duração variáveis, um grande núnero de pessoas e suas causas podem variar consideravelmente.
São exemplos de causas:
a- A idade avançada (com o passar da idade as glândulas salivares vão-se atrofiando).
b- O efeito colateral de certos medicamentos, tais como anti-hipertensivos, antidepressivos, tranqüilizantes, anti-histamínico e anticolinérgico.
c- Hábitos e vícios, como alcoolismo e a ingestão de alimentos ricos em cafeína.
d- A síndrome de Sjögren, na qual o organismo da própria pessoa reage contra as glândulas salivares.
e- A diabete mellitus  da qual a boca seca é um achado freqüente.
f- Cânceres na região da cabeça e pescoço (as pessoas que são tratadas com radioterapia podem ter suas glândulas afetadas permanentemente pela radiação).
g- Problemas psiquiátricos (certas psicoses e estados de ansiedade podem causar falta de saliva).
h- Doenças congênitas: existem pessoas que nascem sem as glândulas salivares (agenesia congênitas).
 
2- Porque a saliva é tão importante?
A saliva tem papel importante na formação do bolo alimentar, favorecendo a digestão e deglutição; proporciona uma lavagem fisio mecânica, facilitando uma melhor movimentação da língua e demais músculos; atua na proteção da mucosa da boca; controla a microbiota bucal; estabelece e mantém o Ph do meio, atuando no processo da cárie dental.
 
3- O que é exatamente a saliva?
A saliva apresenta um pH neutro e é composta por 99% de água. A outra parte é constituída por proteína, como enzimas, imunoglobulinas responsáveis pelos anticorpos salivares, além de outros compostos, como bicarbonato, sódio, potássio, cálcio, cloreto e flúor.
 
4- O que a boca seca pode causar?
Cáries, candidíase (doença fúngica), doenças gengivais, e infecções nas glândulas salivares.
 
5- Quais são os sintomas?
Em função da falta de saliva, o indivíduo pode ter mau hálito, dificuldade pra falar e engolir, intolerância à próteses, dor na língua, perda do paladar e alteração da voz.
 
6- Qual o tratamento indicado?
O primeiro passo para o tratamento é o diagnóstico correto: o paciente que perceber os sinais e sintomas associados à boca seca deve procurar o cirurgião dentista. Os tratamentos variam em função da causa: se a xerostomia tiver origem medicamentosa, o cirurgião dentista deverá entrar em contato com o medico do paciente para estudarem a possibilidade de substituição do medicamento por outro que não afete a produção de saliva. Nos casos de perda irreversível da produção da saliva (radiação, síndrome Sjögren, idade avançada, agenesia congênita), existe a possibilidade de minimizar o problema com o uso de saliva artificial manipulada ou comercial, gomas de mascar sem açúcar e medicamentos que estimulem a salivação, além da orientação quanto à dieta com proteínas e vitaminas. O paciente com xerostomia, independente da causa, deverá ser acompanhado pelo profissional em intervalos menores para orientação da higiene oral constante, aplicação de flúor e tratamento gengival básico. O paciente deverá manter-se sempre bem hidratado, ingerindo água ou outra bebida sem açúcar e evitando consumo de bebidas com álcool ou cafeína. Se os lábios estiverem secos, pode ser indicado o uso de lubrificantes à base de vaselina. Durante as refeições, devem-se preferir alimentos moles, úmidos e pouco condimentados. Nos casos onde existam também infecções fúngicas, o profissional poderá indicar bochechos com antifúngicos.
 
Periodontia
Câncer Bucal

 

 
 
 
 
 
 
 
1- Como se desenvolve câncer bucal?
Câncer bucal se desenvolve a partir de uma célula que sofre uma série de alterações genéticas. Essas alterações influenciam a diferenciação, o crescimento e a morte celular. A célula “defeituosa”, diferentemente das outras , passa a se multiplicar desordenadamente, transformando-se num corpo estranho ao organismo.
 
2- O câncer bucal é comum?
Sim, a incidência mundial de câncer bucal varia de país para país (2% a 8%). Canadá, Austrália e França têm taxas elevadas. A Índia é o país de alta incidência (48% a 70%) devido a práticas culturais exóticas, como o hábito de colocar o cigarro com a ponta acessa voltado para o interior da boca e o uso do betel. No Brasil, as taxas são elevado sendo o câncer bucal o 6° tipo mais comum entre os homens e o 8° entre as mulheres (INCA-Instituto Nacional do Câncer, Ministério da Saúde, Brasil).
 
3- Quais são os fatores de riscos para o câncer bucal?
Os principais fatores de riscos são: uso de tabaco, consumo freqüente de bebidas alcoólicas e exposição excessiva à radiação solar. Alguns fatores podem contribuir para o desenvolvimento do câncer bucal, como: má higiene bucal; dentes quebrados; próteses removíveis parciais ou totais mal adaptadas; com conseqüentes irritantes locais; dieta pobre em vitaminas A, C, E e o vírus HPV (papiloma vírus humano). Outros fatores ainda estão sendo estudados para se verificar sua relação com o câncer bucal, como: o uso do chimarrão, o consumo de carne grelhada (churrasco) e a fumaça do fogão de lenha.
 
4- Se diagnosticado precocemente, quais as chances de cura?
Quanto mais cedo for descoberto e adequadamente tratado, maior será a chance de cura e sobrevida do paciente.A expectativa de cura varia de 85% a 100% quando o Câncer é diagnosticado e tratado na fase inicial.
 
5- Como proceder ao auto-exame da boca?
Diante de um espelho, após retirar próteses ou outros aparelhos removíveis, veja se em seu rosto à algum sinal que você não notou antes; observe no lábio se há manchas ou feridas; puxe o lábio de baixo e examine-o por dentro; faça o mesmo com o lábio de cima; abra a boca e estique a bochecha,faça isso dos dois lados; ponha a língua para fora e observe sua parte de cima; puxe a ponta da língua para o lado direito e depois para o lado esquerdo e observe as laterais da língua; coloque a língua no céu da boca e examine a parte de baixo e o soalho da boca; ponha a língua para fora e diga “AAAAAAA....”e observe a garganta.
 
6- Quais os sinais indicativos de alguma “anormalidade” na boca?
Feridas que não cicatrizam em 2 semanas; manchas brancas, vermelhas ou negras; carnes crescidas; caroços; bolinhas duras e inchaço na boca; dificuldade para movimentar a língua; sensação de dormência na língua; dificuldade para engolir. A presença de qualquer um desses sinais merece um exame mais detalhado, com encaminhamento do paciente ao cirurgião dentista estomatologista.
 
7- Qual a freqüência recomendada para realização do auto-exame da boca?
Para pessoas não fumantes, recomenda-se fazer o auto-exame bucal a cada seis meses e, para os fumantes, a cada três meses. O ideal é fazer uma vez por mês para que qualquer alteração da normalidade da boca seja prontamente detectada.
 
8- Qual profissional deve ser procurado caso o paciente encontre alguma lesão na boca?
O cirurgião dentista estomatologista é quem diagnostica e trata todas as lesões e doenças bucais. No caso de câncer bucal, após diagnóstico o paciente é encaminhado para tratamentos em centros especializados em oncologia ou para o médico oncologista. 
Periodontia

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